Amor doce de Henrique romance Capítulo 229

A Dona Maria cozinha muito bem. Alice não se contém. Comeu duas tigelas de arroz e toma uma de sopa.

Ao final, sente até um nó na garganta, como se fosse pôr tudo para fora assim que abre a boca.

Ela luta para deixar a sala de jantar. Vendo-a cambaleante, Henrique a ajuda a avançar lentamente, como uma grávida de muitos meses. Abana a cabeça, achando engraçada.

Ele se levanta, vai até a cozinha e, depois de um bom tempo, retorna com uma caneca na mão.

Na sala de estar, Alice já está afundada no sofá com um rosto tonto.

Com a barriga a ponto de estourar, ela não está muito em forma e nem parece se preocupar muito com isso. Quer apenas ficar ali jogada até o fim dos tempos.

Ao ver a cena, Henrique cai na gargalhada. Ele então se aproxima e lhe entrega a caneca: "Tome este chá, é bom para a digestão."

Alice recebe a caneca e ergue os olhos, emocionada: "Henrique, você é tão bondoso."

Sempre tão gentil e atencioso. Como não o amar cada vez mais?

Ele não diz nada, apenas sorri ligeiramente.

Alice está comovida. Ela toma meio copo do chá, o que complica ainda mais a sua situação, considerando o tanto que já tinha comido. Mas como decepcioná-lo?

O jeito é aguentar firme. Afinal, o chá ajuda na digestão mesmo.

Henrique recolhe o copo e sussurra: "Descanse um pouco, depois vou lhe levar para passear."

"Está bem", ela responde, com um leve sorriso.

Henrique esfrega o cabelo dela com a mão suave, e então leva a caneca à cozinha.

O contorno alto e elegante de seu corpo a deixa enternecida.

Ela termina pensando em como vai ser quando eles ficarem velhos. Ele ainda vai lhe trazer um copo de chá para tratar sua indigestão?

Alice ri da ideia. Afinal, isso parece tão distante. O mais importante é valorizar o presente, o que se tem agora.

Na noite do dia seguinte, Oscar entrega a Alice um relatório com a rotina do Sr. Gustavo.

Alice dá uma olhada e pergunta: "Este relatório é referente a um dia específico, ou é uma rotina que se repete todos os dias?"

"Perguntei a outros senhores mais velhos do condomínio, e eles me disseram que, desde que o tempo esteja bom, o Sr. Gustavo costuma passar seus dias desse jeito."

Oscar se lembra da vergonha que sentiu ao pedir as informações aos idosos, e implora: "Alice, só peço que não me mande fazer isso de novo."

"Por que não?"

Concentrada no relatório, ela nem levanta a cabeça.

"Porque… foi terrível."

Terrível?! Ela então ergue o rosto e o encara, confusa: "Terrível, como?"

O que há de terrível em acompanhar um dia na vida do Sr. Gustavo em segredo?

"É só que... É que..." Oscar não sabe bem como explicar, e depois de um bom tempo apenas responde, envergonhado: "Foi simplesmente terrível."

Alice não sabe se ri ou se chora: "Você é muito confuso."

Oscar dá um forte suspiro, "Você sabe como é terrível esse pessoal mais velho? Ainda mais os que têm filhas ou netas solteiras. É assustador."

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Amor doce de Henrique