Sal, Pimenta e Amor(Completo) romance Capítulo 29

Depois de um bom banho para nós dois era a hora de enfrentar os primeiros tios e primos que haviam chegado. A verdade é que eu estava morrendo de medo, pois sabia que as perguntas iam começar e não sabia se eu conseguiria ter resposta para tudo.

Alexander colocou uma blusa polo branca e um outro short jeans com outro tênis que tinha trago. Eu coloquei um vestido, de forma a tentar parecer mais casual, mesmo que eu soubesse que todos só ficariam a olhar para mim e Ale cada vez mais perguntando sempre mais.

Suspirei e acabei dando de ombros. Fosse como fosse, eu ia encarar. Alexander parecia tranquilo e logo seguimos em direção às pessoas que, pelo menos na minha família, se reuniam sempre próximas do fogão, na cozinha.

Estava uma gritaria e tanto. E eu logo pude avistar quais tios e primos tinham chegado. Para meu desagrado, de forma que vovó pudesse encher mais com isso, minha prima modelo Aninha estava lá com o seu médico e também havia o tio Cláudio, a Tia Marilene, A tia solteira, Romilda, A tia Munique, O tio Roque, O tio Sebastião, a prima Lourdes, O primo Matheus com sua esposa e seu filho de colo ainda, a prima Marcela, que já estava grávida do terceiro filho e só tinha 24 anos, como eu. Também havia a prima Susana, que só sabia falar mal dos outros e o meu primo gay, José, que ouvia tudo com o máximo de atenção.

Era muita gente para uma cozinha só, de fato. Mas vovó gostava disso. Gostava que o pessoal pegasse seus pratos e comesse escorado nas paredes da cozinha enquanto conversavam sobre qualquer coisa. E meus tios e primos não se importavam com isso, exceto Aninha e seu noivo, que estavam sentados na mesa, sendo os educados, diria ela, sentados e comendo decentemente numa mesa.

Para minha surpresa, Alexander não deixou que sua entrada fosse despercebida. Ele já entrou gritando mais alto que a minha família e tascando um beijo na bochecha da vovó enquanto falava:

– Boa Tarde! Mais que cheiro delicioso, vovó! – E vovó sorriu diante do comentário do Alexander enquanto o respondia:

– Já comeu farofa com banana, Alexander? – E acho que mesmo que tivesse comido alguma vez, Alexander parecia saber dizer a coisa certa.

– Provavelmente nenhum como o seu, vovó! Esse cheiro está me matando de fome! – E eu que estava concentrada na conversa que vovó e Alexander estavam tendo fui perceber só depois que agora nós éramos alvo de completa atenção. Meus tios e primos tinham ficado em silencio e pareciam estar olhando fixamente para nós, como se estivessem vendo espíritos.

E talvez fosse. Sara Bulhon, a independente, que todos acreditavam que nunca teria um namorado sequer, ali estava ela com um homem decente do lado! E bonito por sinal! E rico, como diria vovó. E tudo. Por que até então não havia defeitos por parte de Alexander, fato! Enfim! Alexander, o homem que todos queriam, era quem namorava Sara. Certamente, era isso que devia estar passando na cabeça deles nesse momento.

– Mas então, Alexander! Esses são meus filhos, meus adotados, meus genros, meus netos, enfim, todo mundo que eu gosto muito! – Disse vovó sorrindo e Alexander fez o mesmo enquanto cumprimentava todo mundo. Nas mulheres ele estava dando um beijo no rosto enquanto nos homens ele apertava a mão. Por último, ele acabou dando um beijo na bochecha do José que sorriu todo cheio de más intenções e murmurou:

– Hmmmm Sara, mas que homem gostoso, ops, quer dizer, cheiroso! – Brincou meu primo o que me fez revirar os olhos. Por que ali estava o que eu tinha pensado! Alexander vendo como minha família era, afinal.

– Muito obrigado, José. Mas sabe como é, a Sara é muito ciumenta. Ela não me divide. – Brincou Alexander e José sorriu. Eu poderia dizer que ele estava quase morrendo ali se abanando todo a olhar para Alexander.

– Vejo então que arrumou um namorado, Sara. – Disse Susana com sua voz anasalada. Ali estava a prima que não via a hora de falar mal dos outros. Suspirei.

– Na verdade, noivo. É que a aliança ainda está para chegar. – Brincou Alexander piscando para Susana que o encarou. Parecia procurar algum defeito em Alexander de forma que pudesse dizer um mínimo de mal dele. Era já tão de praxe dela que eu apenas fiz foi revirar os olhos enquanto ela continuava.

– Eu estive me perguntando, na verdade, como foi que vocês se conheceram. – Perguntou Susana e vovó parou de mexer na hora na comida.

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