O CEO sem coração Ressaca moral

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RÔMULO

Acordei numa dor de cabeça infelizmente. Abri os olhos e senti como se meu corpo estivesse despencando num abismo sem fim. Uma sede terrível me consumia, então sentei na cama para depois levantar e ir buscar a água. Quando sentei, o mundo girou de novo e coloquei as mãos na cabeça, tentando controlar a situação.

Que ressaca desgraçada! Eu bebi tanto assim?

Alguém se mexeu na cama e eu olhei para trás. Era a Linda. Ela estava dormindo na minha cama, comigo!

A Linda!

O que aconteceu ontem? Eu não me lembro de nada!

Como convenci a Linda a dormir comigo?

Será que? Será?

Levantei, mesmo tonto e me apressei para dentro do banheiro. Sentia como se tivesse andado uma maratona da cama para o banheiro. Sentei no vaso para ver se a tontura passava e olhei dentro do lixeiro. Não tinha nenhuma embalagem ou camisinha usada.

Mas será que? Será?

Aproveitei que estava ali para fazer alguma coisa que melhorasse a minha situação. Escovei os dentes, lavei o rosto e a cabeça, então enxuguei com uma toalha e saí do banheiro.

A minha cabeça estava latejando. Eu precisava de água. Liguei para a cozinha. — Sérgio, me traga uma garrafa d'água aqui no meu quarto, por favor.

— Sim, Sr.

"— Espera aí, cara! Desse jeito você vai cair!" — ouvi a voz do meu irmão, vindo do lado de fora.

Fui até a porta e abri, depois saí no deck e olhei para a piscina.

Gustavo estava numa boia de jacaré que toda hora virava e ele caía na piscina e o Caleb estava tentando montar num flamingo inflável enquanto meu irmão o ajudava.

Fiquei furioso de imediato e ainda os observei por alguns minutos.

Não me lembro de ter chamado esses intrusos para vir à minha casa, muito menos para ficarem na minha piscina!

E onde eles arranjaram essas boias?!

— Que palhaçada é essa, hein? — eu chamei a atenção deles.

— Acordou, belo adormecido! — Gustavo acenou para mim.

— O que estão fazendo na minha casa?

— A gente dormiu aqui. Você não lembra?— Caleb perguntou.

— Não. Quem convidou?

— Você.

Eu ri com deboche. — Eu não convidaria vocês nem estando morto de bêbado!

— Pois convidou.

Eu duvido.

— Relaxa, maninho. Desce aí pra curar a ressaca no cloro da piscina.

Ainda ousa a me convidar…

— Eu dou 10 minutos para saírem daí! — avisei e voltei para dentro do quarto.

A Linda estava saindo do banheiro, arrumando os cabelos.

— Te acordei?

Não acredito que ela dormiu comigo. E ainda estava usando as minhas roupas!

— Não. — ela amarrou os cabelos.

— Linda, o que aconteceu ontem?

— Em qual momento? Porque aconteceu muita coisa. Você diz no momento em que estávamos no restaurante, no momento em que estávamos no carro ou no momento em que estávamos jantando?

— Me diz que eu não fiz nada demais? — fui até ela, preocupado.

Alguém bateu na porta. — Sr. A sua água.

Fui até a porta para pegar sem ele precisar entrar e então eu agradeci e coloquei a água na mesa, enchi um copo e tomei tudo, depois mais outro. Melhorou.

— Se eu disser que não, estarei mentindo. — ela virou para mim de braços cruzados.

Que vergonha. Eu não deveria ter saído com aqueles retardados.

— O que eu fiz?

— Bebeu muito. Muito mesmo.

— E falei algo que não deveria?

— Bem… — ela parecia contrariada. — Acho melhor você olhar no celular do Rodrigo.

— O que?!

— Ele estava filmando tudo, mas não diga pra ele que fui eu quem contou não. Por favor.

claro que ele iria fazer isso!

saí no deck furioso e olhei para a piscina. — RODRIGO, COMPAREÇA IMEDIATAMENTE AO MEU QUARTO! — gritei e o Caleb virou com boia e tudo dentro da piscina, pelo susto que tomou.

Voltei para dentro do quarto e a Linda estava assustada.

— O que mais aconteceu?

Ela ficou encabulada. — Você disse umas coisas para mim, mas acho que ainda estava sóbrio.

Sobre namorar de verdade? Eu me lembro

A bebida me deu coragem para falar muita coisa.

Me aproximei dela. — A gente transou?

— O que? — a sua cor sumiu.

Ontem a gente transou, Linda? Eu acordei com você do meu lado, usando as minhas roupas. Não me lembro de nada. A gente transou? — perguntei preocupado.

Não. Claro que não. — respondeu pálida.

bem. — fiquei mais tranquilo.

Nossa. Eu fiquei confusa agora.

Eu não lembro de nada. Você acha que eu gostaria de não lembrar da nossa primeira vez?

as sobrancelhas e ficou toda sem jeito. Encarando o chão. — Não aconteceu nada, mas não significa que você não queria. Aliás, ontem, o tempo inteiro você não desgrudava de mim e só veio embora porque eu vim com você.

Que vergonha, Deus!

Eu falei isso discretamente ou fui escandaloso?

Depende do ponto de vista. Foi escandaloso para quem estava sóbrio, mas quase todo mundo estava bêbado. — ela deu de ombros, abraçada a ela

— Nossa… eu não deveria ter saído com esses idiotas. — sentei na cama, arrependido.

É. Vocês estavam sem freio mesmo. Se eu não tivesse colocado ordem, ainda estavam lá,

Você cuidou de mim? — a encarei.

— ela respondeu levantando os ombros, sem me

a sua mão e a puxei para perto de mim. — Eu atrapalhei o seu fim de semana, não foi? — me senti culpado e ela não me encarou. Abracei a sua cintura e ela desmanchou o abraço de seu próprio corpo.

Não. Não se preocupe com isso. Já conversamos sobre isso, não lembra? — olhou nos meus olhos e logo desviou.

mas sei que não era o seu plano largar todo mundo para cuidar de 4 bêbados.

Tecnicamente eu só cuidei de você. — ela respondeu tímida.

só confirma que ela gosta mesmo de mim. Só é orgulhosa demais para

uma de minhas mãos até a sua nuca e encarei o seu rosto com uma vontade tremenda de

toda sem jeito em meus braços e eu gosto de vê-la assim, pois sei que ela também quer, caso contrário logo diria que não e se afastaria.

sua cabeça e estiquei o meu pescoço para beijar os seus lábios, depois ficamos com as testas coladas. — Tudo de bom que eu falei sobre a gente era verdade. Eu não lembro, mas se falei foi na melhor das intenções. — beijei seus

deu uma risada discreta. — Eu me odeio por isso. — sussurrou.

Por que? — continuei com a boca próxima a dela.

o objetivo é ser racional e não gostar das coisas que você faz, mas eu não consigo porque o obstáculo é

Eu sorri.

Não pode ficar lutando contra os sentimentos, sabia? Eu já me cansei disso. Resolvi encarar. Se até eu fiz, você deveria fazer o mesmo. Além do que, eu sou

riu. — E metido também.

mais um beijo e quando iria se tornar um beijo de língua, daqueles bem gostosos, alguém entrou no meu quarto. Paramos o beijo, soltei a Linda e levantei para dar a bronca nele. Era o

Cadê o celular? — perguntei em tom

olhou imediatamente para a Linda. — Cunhada, eu não achei que vocês já estavam nesse nível de confiança não! —

foi a Linda quem disse nada. Eu sei o que você estava fazendo. Me dê a droga do celular. — estendi a palma da