O Sheikh e Eu(Completo) romance Capítulo 33

– Vamos? – Perguntou Seth e eu concordei terminando de colocar o cinto. Não dissemos mais nada depois disso.

O clima ainda não estava cem por cento entre nós. A cena do dia anterior tinha mexido um pouco com nossa amizade inabalável. Ao menos, Seth tinha alugado um carro e a gente estava seguindo calmamente para Munique. Logo eu veria Matheus e todo esse martírio que me assolava ia acabar. Ao menos, era o que eu mais queria.

Depois de uma hora longa de viagem, o cansaço que até então eu não tinha sentido, me abateu. Meus olhos pesaram e eu acabei dormindo. Estava realmente morta de sono e, inclusive, mesmo tendo dormido pouco, acabei sonhando.

Sonhei com uma lembrança passada. Uma lembrança que eu tinha na mente já fazia muito tempo e que, até então, eu não tinha mais lembrado dela. Eram os meus quinze anos. Eu estava com um vestido rosa, sorrindo diante do espelho. Seria um dia adorável e eu mal esperava por tudo o que viria. Eu ia dançar com o meu pai naquele dia nos meus quinze anos.

Mamãe estava linda, mas disse que era para eu confraternizar com os meus amigos, por que papai ainda não tinha chegado e, aparentemente, demoraria para chegar. Eu fechei a cara. Sabia o que isso significava e não gostava nem um pouco. Papai sempre que chegava tarde chegava brigando com a mãe e isso era deveras enfadonho e um mico.

Mas o sonho não continuou pelas lembranças que eu já conhecia. Pelo contrário, o sonho se afastou para a parte que eu dançava com um primo de segundo grau. Mas não era o meu primo de segundo grau que dançava comigo. Era Seth. Mas eu estava chorando e indo para o chão e todas as cenas começaram a se misturar numa confusão de sons e eu acordei com a chamativa do sonho, a gritar:

– Não! – Abri os meus olhos, alarmada. Meu coração batia freneticamente quase saindo do peito. A lembrança era tão antiga e tinha me trago um misto tão grande de sentimentos que eu só consegui encarar o transito no qual estávamos, para atravessar a fronteira, e sentir que tudo estava ali, a realidade. Eu que estava constantemente tentando esquecê-la.

– Agnes. – Ouvi Seth me chamando e sai dos devaneios dos meus pensamentos virando meu rosto em sua direção. Ele me olhava de soslaio, não desgrudando os olhos da estrada. Quando percebeu que tinha minha atenção, ele deu um fraco sorriso enquanto falava. – Você está bem? – Ele franziu o cenho.

Voltei o meu olhar para frente. Não sabia como encarar esse tipo de pergunta, mas a verdade é que eu ainda tinha o coração disparado e ainda estava tentando me acalmar do misto de sentimentos que tinham tomado conta de mim.

– Estou. – Disse, mas minha voz saiu arranhada, quase não saindo. Não tinha sido uma resposta que realmente confirmava o que eu dizia. – Não se preocupe, estou bem. Já estamos chegando? – Perguntei tentando mudar de assunto. Seth negou.

– Ainda não. Falta um pouco. – Pausa longa. Quando achei que o assunto tinha realmente se esgotado e acabado e que Seth continuaria prestando atenção no transito sem perguntar nada a mim, ele me surpreende. – Você gritou não. – Ele comentou como se estivesse falando sobre algo banal. – Eu queria pedir desculpas. – Começou Seth. Percebi que fosse o que ele tivesse imaginado na cabecinha dele, não era nada a ver com ele. Ele estava confundindo tudo.

– Não, Seth. Não tem nada a ver com ontem... – Comecei e senti minhas bochechas arderem ao fazer esse tipo de comentário. Não queria lembrar das cenas que tinham passado. Respirei fundo. – Eu... Só estava tendo um pesadelo. Com monstros. – Menti. Seth pareceu concordar balançando a cabeça, mas decidiu falar, mesmo assim:

– Qualquer coisa estou aqui. Posso não ser o melhor dos seres ao seu lado nos pesadelos, mas qualquer coisa... – Ele disse e eu assenti.

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