Como odiar um CEO em 48 horas romance Capítulo 265

- Os exames estão ok, senhor Casanova. Nenhuma anomalia. Creio que seja um resfriado. Percebo que ela está com um pouco de secreção no nariz. Não receitarei antibióticos. Usarão spray nasal para limpeza e fluidificação e vamos acompanhando se haverá piora. Relataram não haver tosse. A febre não é alta. Então não precisam se preocupar. A gengiva dela está bastante irritada e percebe-se que haverá erupção de mais dentes. Isso a fará ficar mais chorosa e inquieta também nos próximos dias.

- Podemos ficar com seu número, doutor? – Heitor pediu – Para caso ela piore ou tenhamos alguma dúvida.

Ele disse o número e Heitor anotou no celular.

- Fiquem à vontade para ligar a qualquer hora que precisarem. Mas tenho certeza de que esta garotinha ficará bem. – Ele alisou a cabeça dela, que reclamou.

Fomos liberados. Assim que chegamos no carro, Heitor falou a Anon sobre os avós de Maria Lua terem entrado no Hospital. E Anon jurou que não passaram pela porta principal.

Assim que chegamos em casa, fomos juntos para o quarto de Maria Lua, colocando-a no berço. A questão é que ela não queria ficar deitada ali, como se tivessem espinhos no colchão.

Tentei acalmá-la, ninando-a, mas não teve jeito. Seguia inquieta.

- Deixe-me tentar. – Heitor abriu os braços e ela se jogou na direção dele.

Fiquei encarando-a enquanto ela sorriu para mim:

- Ei, desclassificada, não estou gostando disso – levantei o dedo na direção dela – O colo da mamãe é melhor... Sempre foi.

Ela balançou as pernas e deu um gritinho, escondendo-se no peito dele, como se quisesse que eu a procurasse. E assim começou nossa primeira brincadeira de “escondeu-achou”. Até que ela se cansou e finalmente entregou-se ao sono.

Colocamos ela no berço e alisei seus cabelos macios e sedosos.

- Canta comigo You are my Sunshine para ela, Heitor? – Pedi.

- Eu? Não sei cantar.

- Eu sou um pouco boa nisso, mas quero ajuda.

- Você é boa? – ele riu – Vai dizer que o Karaokê que falou isso?

- Claro que sim. E você precisa ir até o Hazard para saber se também é bom de voz.

- Eu sei que sou péssimo. Uma das poucas coisas na qual não me saio bem.

- Convencido. – Bati no braço dele, de leve.

- Louca de pedra... Minha desclassificada favorita. – Ele me puxou na sua direção, deitando-me levemente, enquanto me encarava.

- Eu amo você.

- Amo você e a nossa família. E não se preocupe com dinheiro. Enquanto eu tiver, darei cada vintém para que não nos incomodemos. Ninguém tirará Maria Lua de nós... Eu garanto.

- Promete?

- Eu prometo.

- Eu acredito em você. Agora cante comigo para ela se sentir segura.

Ele suspirou:

- Você não desiste, não é mesmo?

- Não. Foram horas horríveis. Precisamos relaxar... Cantando para ela.

- Ok, você venceu. Vou cantar You are my Sunshine.

Daniel simplesmente sumiu. Foi como se realmente tivesse morrido. Ninguém sabia do paradeiro dele. Eis uma coisa que o dinheiro não conseguiu comprar: a localização dele. Eu imaginei que ele havia ido para Noriah Sul. Mas não achava que aquilo tivesse acabado. Sabia que mais cedo ou mais tarde ele voltaria em busca de mais dinheiro. Porque eu tinha quase certeza de que ele e os pais de Salma estavam juntos naquelas chantagens, dividindo o dinheiro. Essa era a única explicação para ele sumir sem deixar vestígios, sendo que nem trabalhando estava mais.

Com dez meses Maria Lua pronunciou a primeira palavra. E não foi mamãe. Foi “papai”, para desespero de todos. Eu e Ben dizíamos 24 horas por dia a palavra “mamãe” para ela repetir. E tudo que conseguíamos era uma bunda coberta de fralda, virada para cima, enquanto ela engatinhava correndo de nós, achando engraçado a forma como a cobrávamos, como se dissesse: “ei, desclassificados, eu falo o que eu quero na hora que desejar”.

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