VOCE É MINHA SEMPRE FOI... B A S T A R D O

sprite

HOJE:

Amo quem me ama. Não imploro mais para ficar na vida de ninguém. Quem vem para o bem, eu retribuo, quem não vem, eu me afasto e vida que segue.

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Os meses foram passando e essa gestação não foi tão aclamada como deveria, visto que Louis mudou por completo com Charlotte e passou a dormi no quarto com o filho, pois viu que Jav estava diferente e percebeu que ele anda serio demais. — Dando isso como, justificativa.

De dia ia trabalhar na presa e à tarde chegava em casa sempre uma hora após o filho ter chegado da escola diminuindo os momentos dele sozinho com Charlotte. Mesmo Jav não lhe contando o que passava diariamente com a cobra-cuspideira, Louis tinha suas dúvidas e decidiu se precaver.

Nesses meses dormindo juntos, ele também percebeu que as noites com o filho não tinha mais os assuntos familiares ou as coisas divertidas como antes. Louis temia que o perdesse de alguma maneira, não para mim, é claro, mas a criança genuína que ele adorava provocar com algum assunto que gostasse, só para dar corda de modo que meu protegido não parece de falar um segundo sequer.

Louis percebeu que o Jav de antes, não estava mais ali, pois era notável que algo não o agradava.

— Como anda a escola, filho? Hm, e as provas, tem indo bem? — questionou alisando os cabelos de cachos grandes naturais que Jav possuí.

— Bem. — a pequena palavra foi dada como resposta seguido de um bocejo fingindo — Boa noite… pai, estou cansado, vou dormir.

— Boa noite! Meu filho. — Louis sentiu que ele não queria conversar. A meu ver, esse idiota errou em não insistir mais um pouco.

Caramba, Jav é uma criança é só insistir um pouco mais que ele conversará e pode até dar um sorris, pois esse gesto não é feito a mais de um mês. — A humanidade desiste fácil demais.

“Meu Jav só queria isso, que o pai insistisse que o cutucasse ou fizesse cocegas.”

Depois disso foi só ladeira abaixo, pois eles ficavam juntos, mas o dialogo não existia mais. Jav foi ficando cada vez mais recluso, mais silencioso.

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Meses depois…

Com a chegada da pequena Carllie, finalmente Jav voltou a sorrir, pois era obrigado a cuidar da irmã para que Charlotte tivesse sua vida tranquila. Não que isso seja algo ruim, pois um elo muito forte foi criando entre esses dois.

Jav desejava chegar cedo em casa para poder brincar com a irmã e deixa a pequena de cabelos em pé, visto que ele fazia cada coisa para acriança não chorar, que se eu tivesse coração teria infartado com toda certeza.

Os meses foram passando e gradualmente Carllie nem dormia mais em seu quarto e passava as noites com o pai e o irmão, a cada dia ela pequena conseguis trazendo meu Jav de volta. Louis e o filho voltaram a falar de whisky e tequila enquanto a pequena puxava os cabelos grandes do irmão.

— Estou com saudades do México, pai! Vamos nos três para casa, minha irmã vai conosco! — Jav pediu enquanto fazia bagunça na barrinha da pequena que atualmente esta preste a fazer um ano. A menina da gargalhas com o atrito do nariz dele fazendo cócegas em sua barriga — Ela não merece a mãe que tem e me recuso a deixá-la para trás!

Vamos, sim, meu filho, pois tenho coisas para resolver por la. — a afirmação de Louis proporcionou um lindo e largo sorriso genuíno no rosto do meu Jav — Essa semana verei tudo para nossa viagem, aproveitarei as férias da escola que começa no fim do mês e vamos nos três.

Louis contactara, Dalva a alguns meses atrás, e a mesma havia lhe dito que a situação financeira dela e dos filhos não ia muito bem. Mesmo não tendo nenhuma obrigação em ajudar, ele mandou uma grande quantia de dinheiro para que ela pagasse as dívidas e conseguisse se manter até ele ir ao seu encontro.

Louis pretendia contar tudo que acontecera com Janaina e também lhe prometeu que a colocaria em uma moradia melhor, pois atualmente esta residindo na cidade de Tequila no estado Jalisco e pelos relatos imaginou que a casa em que vive é péssima. Ele não queria que Jav soubesse disso de imediato, desejava colocar a família em um lugar melhor, antes de levar o filho para conhecer os futuros amigos e tia Dalva. — Família maravilhosa de grande importância na vida do meu Jav.

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Dois anos depois…

Sendo filho de Louis tudo indicava que a fruta não cairia longe do pé o rapazinho de olhos azuis vivos e cabelos negros como a noite, mesmo aos 11 anos sabia muito bem o que significa espaço pessoal. Jav não suportava seu tio e sua madrasta, pois ambos vivem pela casa de segredinhos e já ouviu os dois o chamando de bastardo as escondidas inúmeras vezes, isso só alimenta o ser primitivo que habita dentro

Tirando esses dois, as coisas tem ido muito bem, pois Jav, Carllie e Louis são muito unidos.

Louis alcançou um nível de fama muito grande com seu whisky, pois a bebida está sendo vendida em vários países o colocando no topo da lista de homens mais riscos da Espanha. Jav no que lhe concerne é o aluno modelo da escola e tem adquirido grande conhecimento sobre os negócios da família. Carllie come meleca o dia todo e deixa o irmão de cabelos em pé. — por falar nela, acho essa comedora de meleca o ser humano mais fofa que já! A miúda, é a sombra do irmão e sempre que pode o obriga a fazer suas vontades, pois basta ver o irmão mais velho que corria para junto dele.

Jav… — ganhando a atenção dele fez sinal para que a pegasse no colo — vamo binca

se você me falar quanto é dois, mais dois, pequena. — segurando a chupeta na mão para poder falar o que o pai havia lhe ensinado, encheu o peito de ar toda confiante e fez um pequeno gesto ante de iniciar a

— a menina de cabelo loiros lisos falou toda orgulhosa — eu sabi! Agola vai! Leva eu no

Quem te ensinou isso! — chocado questionou — sua pequena

Nuca vou fala que foi papai! Jamais — sorrindo da mesma, já ter lhe respondido o que queria saber, resolveu brincar com ela — vou

Pode guarda, pequena… eu sei ler mentes, você sabia? — de olhos arregalados negou com a cabeça — Vou usar minha mente telepata… hm, já sei quem foi! — a pegando no colo seguiu para o

Pala di conta mintila! — pediu olhando para ele, com

Claro que sei, e vou te provar — colocando os dedos indicador e médio na têmpora fechou os olhos com forças — Foi o

Num quidito! — segurou o rosto dele com às duas mãozinhas — ocê é vidente? — colocando uma das mãozinhas na boca perguntou — fala pá eu, quatos dedos tem na mão

Cinco! — respondeu, mas ela disse que não e confirmou ter dois — claro que tem, venha