Eu terminei de me despir e esperei por Alex debaixo do chuveiro ligado. Ele veio me olhando extremamente frio. Não parecia o mesmo que fez amor comigo de madrugada.
— Alex, eu não sei o que está acontecendo com você, mas está me assustando!— eu disse cobrindo os seios com as mãos.
Alex entrou debaixo d'água ignorando a minha aflição, então eu disse com voz trêmula:
— Você quer mesmo casar comigo? Por que eu não estou te exigindo nada!
— Nem pode!— ele disse seco, espalhando a água pelos cabelos finos e negros.
Eu fiquei de frente para ele insistente, tentando entender o porquê daquele semblante frio.
— Alex, eu te amo! Eu te amo muito mesmo, mas prefiro ser sua amante a te ver casar assim, sem emoção!
Alex me olhou franzindo a testa, e falou impaciente:
— Você sempre quis se casar comigo, sempre me amou, do que está se queixando?
Eu enlacei o pescoço dele e disse desesperada, procurando os seus olhos:
— Alex, eu sempre quis o seu amor! Isso sempre foi o mais importante para mim!
Alex segurou os meus braços e os fez deslizar para baixo.
— Não se pode ter tudo!
— O quê!— eu me desesperei.
Alex me beijou, mesmo eu me debatendo, ele não parou.
Eu me afastei ofegante, os olhos cheios de lágrimas e de ódio!
— Você disse que queria se casar comigo!— eu falei indignada.
Alex me deu as costas e eu fiquei mais frustrada.
— Alex, por que você fez aquela cena lá embaixo!
Ele se virou aborrecido e segurou o meu queixo sem delicadeza.
— Devia dar-se por satisfeita por eu ainda querer me casar com você!
Eu vi tanta mágoa nos olhos verdes brilhantes de Alex que as palavras saíram angustiantes da minha boca.
— Aquilo não foi um pedido de casamento, mas uma punição, uma sentença!
Alex segurou minha nuca com sua mão tão forte, fazendo meu pescoço arquear e disse entre os dentes:
— Desta vez, nem pense em fugir de mim! Eu não vou admitir mais nenhum escândalo!
Eu engoli em seco.
— Agora, vire-se!— ele ordenou.
Eu lhe dei as costas e segurei na parede do box, enquanto ele pressionava o seu membro para dentro de mim.
— Não dá Alex! Assim não dá!— eu me queixei em vão.
— Quieta!— ele disse, insistindo em me penetrar.
— Não, não dá!— eu quase gritei.
Alex começou a insistir me machucando. Era impossível aquela investida, porque eu teria que estar muito lubrificada para aguentar tudo aquilo.
— Droga!— ele bufou desistindo.
Eu aproveitei e tomei o meu banho muito rápido e saí para me secar, deixando Alex cabisbaixo, olhando o seu membro perdendo aos poucos a ereção.
Eu me enrolei na toalha e saí, entrando em seguida no meu quarto. Eu respirei fundo confusa com tudo o que estava acontecendo. Eu achava que Alex queria se casar comigo porque eu não queria ser só sua amante, mas diante de tais circunstâncias, como eu poderia dizer que esperava um filho dele? Dar-lhe mais um motivo para se sentir forçado a se casar comigo?
Eu me vesti, procurei estar elegante, porque já imaginava que teria um discurso.
Quando saí no corredor, Alex estava me esperando. Ele expressou admiração por me ver bem vestida, apesar de que ele também estava. Vestia uma camisa de seda vinho, que lhe deixava maravilhoso!
Eu aceitei a sua mão e para minha surpresa, Adriana estava lá embaixo, ao lado de Max. Ela me olhava de rabo de olho e sorria disfarçando sua indignação.
Eu sorri concordando que Alex foi um tanto retumbante, o que já era, no mínimo estranho!
— Desta vez eu vou me casar com o seu pai, Cristal, eu prometo!
Eu fiquei ali, até Cristal adormecer, depois fui para o meu quarto vestir uma camisola.
Depois de passar um perfume suave, eu fui para o quarto do meu agora noivo.
Empurrei a porta e não vi o Alex. Olhei tudo, ele não estava mesmo. Resolvi me deitar. Estava quase adormecido quando ouvi vozes no corredor.
— Só um pouco Alex! Vamos ficar na varanda olhando as estrelas!— era a voz de Adriana que parecia um pouco embriagada. Eu me escolhi e fingi estar dormindo.
A porta se abriu e Alex entrou com um copo e whisky na mão, Adriana vinha logo atrás rindo, embriagada, ao menos, eu achava.
Max não entrou, passou direto para o seu quarto. Eu fiquei olhando pela luz fraca do abajur que Alex e Adriana pareciam muito íntimos.
Eles falavam alto, riam e se tocavam com intimidade. Eu já estava para me levantar, quando os dois se beijaram, e saí correndo.
Parece que só nesse momento, Max percebeu que eu estava no quarto. Ele me olhou e gritou:
— Ei, volte aqui!
Eu bati a porta, e fui me trancar no meu quarto. Me enfiei debaixo do meu cobertor e chorei de ódio. Esperei Alex bater na porta do meu quarto até adormecer, mas ele estava muito ocupado.
Adriana conseguiu segurá-lo. Ela tirou suas roupas e lhe sugou por muito tempo. Suportou vê-lo chamá-la pelo meu nome e até ser penetrada sem nenhuma delicadeza.
Depois de satisfeito, Alex a expulsou do quarto como se ela fosse uma qualquer.
— Sai daqui Adriana! Já conseguiu o que queria, não já? Então some do meu quarto!
Adriana ainda tentou investir na amizade que eles sempre tiveram.
— Alex! Não se case com ela! Max me contou tudo, não tem que assumir um filho que não é seu!
Alex fechou o semblante e apontou para a porta irritado.
— Some daqui!— ele quase gritou.

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