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A babá sequestrada pelo alfa romance Capítulo 15

Liana fechou a porta do apartamento atrás delas e encostou as costas na madeira, soltando o ar devagar, como se só agora tivesse percebido o quanto estava tensa.

— Eu não vou — declarou, cruzando os braços. — Não tenho roupa, não tenho clima, não tenho psicológico pra isso, amiga, não rola.

Babi arqueou uma sobrancelha, largando a bolsa no sofá pequeno.

— Lili, você só trabalha e trabalha, vive na padaria e trancada aqui nesse cubículo, qual problema de curtir a vida um pouco?

— Eu não tenho roupa — insistiu Liana, apontando para o próprio corpo. — Olha pra mim.

Babi a analisou de cima a baixo.

— Olho. Vejo uma mulher linda precisando urgentemente de um vestido curto e uma bebida forte.

Liana bufou.

— Eu tô falando sério.

— Eu também — Babi respondeu, já pegando a chave do carro. — Pega suas coisas, a gente vai no meu apê.

— O quê?

— Meu apartamento é aqui do lado, criatura. E eu tenho roupa pra emprestar, muita roupa.

Liana abriu a boca para protestar, mas já era tarde, a morena a agarrou pelo braço e a puxou para fora, arrastando-a para o carro afirmando que naquela noite Liana precisava voltar a viver e lembrar que não era uma idosa.

***

O apartamento de Babi era pequeno, mas aconchegante. Havia almofadas coloridas jogadas no sofá, luzes quentes, pôsteres de bandas antigas na parede e um cheiro suave de perfume misturado com café.

— Tá vendo? — Babi disse, jogando a bolsa na cadeira. — Lugar perfeito pra uma transformação.

— Eu não preciso de transformação nenhuma — Liana murmurou.

— Precisa sim. — Babi abriu o guarda-roupa. — E eu vou provar.

Ela puxou um vestido prateado brilhante, curto, de alças finas.

Liana arregalou os olhos.

— Babi, você só tinha dinheiro pra comprar um pedacinho de pano e o resto ficou na loja, foi?

— Para de besteira olha essas pernas que você tem! — Babi corrigiu. — E vai ficar perfeito em você.

— Babi…

— Sem discussão.

Minutos depois, Liana se olhava no espelho, sentindo-se fora do próprio corpo.

O vestido moldava suas curvas de um jeito que ela não estava acostumada a ver. As pernas ficavam à mostra, a cintura marcada, o decote provocante.

— Eu pareço… — ela começou.

— Um escândalo — Babi completou, sorrindo satisfeita.

Liana desviou o olhar para a perna machucada.

— E isso?

— Confia em mim.

Babi fez um curativo discreto, firme, e depois entregou uma bota de salto alto preta, de cano longo o suficiente para esconder o curativo.

— Pronto. Ninguém vai ver.

Liana calçou as botas e respirou fundo.

— Eu sou muito tímida… Isso não vai dar certo, Babi.

— Claro que vai — respondeu, já vestindo um vestido vermelho justo, curto, que parecia ter sido feito sob medida, então deu um tapa na bunda de Liana, rindo. — Hoje você vai aprender a se soltar.

***

A boate pulsava.

Luzes coloridas cortavam o ar, a música vibrava no peito, os corpos se moviam juntos, suados, livres. O cheiro de álcool, perfume e desejo era quase palpável.

Liana segurava o copo com força demais no início, mas depois do segundo drink, realmente começou a se soltar.

— À sua nova vida! — Babi brindou.

— À minha nova vida — Liana repetiu, sorrindo de verdade.

Elas dançaram juntas, riram, giraram no meio da pista. Em um momento de pausa, sentaram-se em um canto mais quieto.

— Então — Babi disse, séria de repente. — Você nunca contou direito. O que te fez vir pra cá?

Ele dançava bem, próximo, mas sem ser agressivo. Gentil. Sedutor na medida certa.

Ainda assim… algo nela se mantinha alerta.

— Você parece tensa — ele comentou.

— Só não tô acostumada com essa coisa toda, sou mais caseira, sabe? — ela respondeu.

— Eu posso ajudar com isso, sou ótimo em fazer as pessoas relaxarem… Principalmente se for uma mulher linda como você.

Liana riu, nervosa.

Talvez fosse só paranoia, né? Ela só estava assustada por tudo o que havia acontecido dias atrás só podia ser isso.

Ele era bonito. Charmoso. Educado.

Os dois continuaram dançando.

E aos poucos, ele a conduziu para um canto mais discreto da pista, onde as luzes eram mais baixas e a música mais intensa. Silas a segurou pela cintura e Liana não se importou, queria aproveitar o clima talvez se ficasse com outra pessoa, se beijasse outra boca esqueceria Dante esqueceria seu noivo, só curtiria o momento.

— Se é tão especialista em relaxar as pessoas pode me fazer relaxar agora… — ela sussurrou quando ele a encostou numa pilastra.

Mesmo com todas as luzes de palestra na sua cabeça pulsando em modo frenético, mesmo com todos os seus instintos lhe avisando para não fazer aquilo.

O beijo veio rápido.

Quente.

Profundo.

Silas a puxou pela cintura, os corpos colados, a mão firme descendo pelas costas dela, segurando-a com intimidade demais para um primeiro beijo.

Liana sentiu o ar faltar.

O toque dele era experiente, dominante, a lingua de Silas invadia sua boca e tomava tudo, e seu corpo pressionava o dela, se esfregando como se quisesse marcá-la com seu perfume e queria mesmo, mesmo que Liana não soubesse.

Ela sentiu o corpo reagir contra a própria vontade, a mão dele desceu para sua bunda apertando com força, fazendo-a gemer. Qual foi a ultima vez que um homem pegou ela daquele jeito? Ah, claro, ela lembrava… FOi naquela cozinha, quando Dante a beijou de um jeito que nenhum outro tinha beijado.

E, de repente, aquele beijo já não era tão gostoso assim se comparado com o dele.

Mas antes que Liana se afastasse por conta propria,Silas foi puxado de uma vez só e uma voz conhecia ecoou até os ouvidos dela:

— TIRA AS MÃOS DELA, SEU DESGRAÇADO!

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