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A babá sequestrada pelo alfa romance Capítulo 2

O corpo inteiro ficou rígido, os olhos arregalados tentando enxergar além da escuridão à frente.

Por alguns segundos nada aconteceu, então dois pontos de luz surgiram na sombra. Olhos azuis, brilhantes e grandes demais.

O coração dela disparou imediatamente.

A figura colossal se moveu devagar para frente, saindo da escuridão como uma montanha viva. A luz fraca revelou a silhueta de Taurus, ainda enorme mesmo na forma parcialmente humana, os músculos largos cobertos por cicatrizes antigas que pareciam contar histórias de guerras esquecidas.

A presença dele ocupava a caverna inteira.

Amélia engoliu em seco.

“Quem… é você?”

A voz invadiu a mente dela novamente, pesada, profunda, impossível de ignorar.

Ela puxou o ar com força, tentando controlar o tremor no corpo.

— Eu… — começou, hesitando por um segundo. — Eu sou Amélia.

Os olhos azuis se estreitaram.

— Sou irmã da Liana.

O silêncio que se seguiu foi tão pesado que pareceu esmagar o ar, Amélia continuou rápido, desesperada.

— Posso ajudar você a encontrá-la.

Taurus inclinou a cabeça lentamente, o cheiro dela realmente não era como o cheiro da bruxa, e ele já havia notado aquilo, a aura também.

A criatura avançou mais um passo.

Amélia sentiu o coração quase sair pela garganta.

Então a risada surgiu novamente dentro da mente dela.

“Uma mentirosa.”

A palavra ecoou como trovão.

“Você merece morrer.”

O corpo dela gelou mas a voz continuou.

“Mas não agora.”

Taurus se aproximou mais, a sombra gigantesca cobrindo completamente o corpo dela.

“Eu vou matar você… depois.”

Os olhos azuis brilharam ainda mais.

“Depois que eu encontrar a verdadeira bruxa do oeste.”

***

Na Redpaw, o silêncio dentro do quarto do hospital era muito diferente da escuridão da caverna.

Ali havia calor, luz e uma respiração tranquila, como se o perigo não pudesse chegar ali, o que não era verdade.

Kian finalmente dormia nos braços de Liana, o corpo pequeno aninhado contra o peito dela como se tivesse encontrado o único lugar seguro do mundo. As lágrimas secas ainda marcavam o rosto do menino, mas agora o sono tinha vencido o medo, e os dedos dele seguravam a blusa dela como se não quisessem soltá-la nem em sonho.

Liana o observava em silêncio, acariciando os cabelos escuros com cuidado para não acordá-lo.

Anton estava sentado ao lado da cama, o corpo relaxado apenas na aparência. Por dentro, cada músculo ainda estava tenso como corda prestes a arrebentar.

Elariel, o lobo dele, estava inquieto.

“Muito perto…”

Anton ignorou o comentário.

Liana finalmente ergueu o olhar.

— Obrigada — disse suavemente.

Anton franziu levemente o cenho.

— Por quê?

Ela olhou para Kian.

— Por trazer ele.

O silêncio se estendeu por alguns segundos, então ela respirou fundo.

Não enquanto eu viver - parte  2 1

Não enquanto eu viver - parte  2 2

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