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A cura do Alfa implacável romance Capítulo 18

— Como um ômega comum, pode ter o beijo da deusa? — O Alfa Warren riu. Pela primeira vez, uma expressão de pânico cruzou seu rosto. Ele não tinha a situação sob controle como sempre teve e ele sabia.

Então essa era a razão, pela qual Warren e meu pai se uniram a Kade, para me manter nesta matilha podre. Eu deveria ter sabido que eles nunca se arrependeriam de como me trataram. Eu deveria ter sabido que nunca foi meu lugar determinar meu valor para eles. Eles me tratariam como quisessem, até decidirem que eu valia mais do que a forma como fui tratada. Depois de trabalhar e me esforçar por essas pessoas sem nunca receber um agradecimento adequado, eles encontraram outro uso para mim e não queriam me deixar ir.

— Não há necessidade de negar. — disse Kade, interrompendo seu pai. Seus lábios se curvaram enquanto falava com Cahir. — Sihana é minha companheira. Eu posso tê-la rejeitado no passado, mas a rejeição não está completa, então não há como eu deixar você tê-la.

Ele tinha barba por fazer, olhos que precisavam desesperadamente de sono e seus cabelos loiros pareciam tão mortos e sem vida, quanto seus olhos. Ele olhou fixamente para Cahir, que não se abalou. Quando ele direcionou esse olhar para mim, o calor em seus olhos me fez engolir em seco.

— Ela é minha companheira e eu não divido. — Cahir me puxou para mais perto dele, me levantando parcialmente em suas coxas, seus dedos longos e calosos repousando em minha coxa interna. Kade rosnou, o que fez Cahir suspirar. — Cale a boca, seu mestiço estúpido. — O tédio tingia seu timbre grave.

— Cahir...

— O que você pode me oferecer em troca de um curandeiro? — Minha respiração ficou presa na garganta, quando ele fez esse comentário sem pestanejar.

— O que você está pedindo? — murmurei, falando pela primeira vez na reunião.

Eu. Eu era a curandeira.

Será que a deusa realmente me deu dois companheiros de merda? Como eu poderia sentar aqui e ouvi-lo falar sobre me trocar, como se eu fosse um peixe ou uma mercadoria a ser vendida? Meus olhos arderam e minha loba, que estava ronronando pelo contato com seu companheiro, ficou em silêncio.

— A Lua Prateada quer o curandeiro, mas por direito, ela é minha. O que você pode me dar, Alfa Kade? — Ele se inclinou para frente, cruzando os braços na mesa de Kade. — Eu não vou deixar você tê-la de graça.

— O que você quer? — Kade perguntou, seus olhos brilhando de satisfação. — Diga seu preço, Alfa Cahir. — Meu pai e Warren compartilharam olhares de contentamento.

— Acho que um desconto de cinquenta por cento para exportação de petróleo para o Alfa Blood, será um bom começo. — Ele sorriu para os homens, cujas expressões se desfizeram.

A base da matilha Silver Blood era seu petróleo. Já fazia quase cinco décadas desde que descobrimos que nossa terra estava sobre uma grande quantidade de petróleo bruto, o que impulsionou nossa situação financeira e nos colocou no mapa.

— Acho que não! — Kade rosnou diante da tentativa descarada de enganar sua matilha. — Podemos oferecer um desconto de cinco por cento, nada além disso!

Eu ouvi os homens discutindo, com um peso no coração. Um peso que ameaçava me esmagar por dentro. Eles iriam me trocar como gado. Meu companheiro e minha matilha, com meu pai envolvido. Lágrimas ameaçaram escorrer dos meus olhos, mas eu as segurei, me ajustando na cadeira. Cahir agarrou minhas pernas quando elas escorregaram de sua coxa, me puxando de volta para ele. Eu me afastei com tanta força, que bati minha perna na mesa.

— Fique quieta. — Ele rosnou, puxando minhas pernas de volta para suas coxas e as segurando no lugar.

— Eu gostaria de sair. — mexi minhas pernas para libertá-las de seu aperto, mas ele rosnou novamente, seus olhos escurecendo. O frio do medo que endireitou minha coluna, não era nada comparado à tristeza que esmagava meu coração.

— Você não quer ouvir o que você vale para seu novo companheiro? — Kade perguntou, com os olhos em mim e um sorriso cruel nos lábios. Uma satisfação profunda brilhava no fundo de seus olhos, fazendo minha pele corar.

Idiota, idiota! Meu coração doeu quando pensei em como fui tola, ao considerar me acasalar com um homem como Cahir. Ele era frio e cruel, um assassino que não se importava com nada além de seu próprio ganho. O que eu poderia dar a um homem como ele? Por que ele iria querer se acasalar com uma mulher como eu, que poderia lhe dar filhotes ômegas? A única relevância que eu tinha era meu presente da deusa, e ele poderia trocar isso por algo melhor.

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