"Patrick ainda estava na UTI lutando pela vida. Será que você só ficaria satisfeita se ele morresse?"
Carla engoliu seco, forçada pela pressão que ele fazia em seu pescoço.
Levantou os olhos outra vez, o olhar solene e decidido: "Sílvio, eu não tenho tempo para discutir com você. Se confiar em mim, eu posso salvá-lo."
Rosana interrompeu em tom severo: "Meu irmão, você não pode deixar essa mulher te enganar! Como uma dona de casa poderia fazer uma cirurgia? Ela só quer entrar lá para machucar ainda mais o Patrick!"
Noemi inflamou a situação: "Pois é, Sra. Nobre, mesmo que esteja revoltada porque o Cid escolheu a mim no final, não precisa se desesperar a esse ponto, descontando tudo no próprio filho…"
Acusações e difamações caíram sobre Carla.
Seu rosto escureceu.
Nesse instante, a porta do centro cirúrgico se abriu e um médico saiu, com expressão grave.
"Diretor Henriques, a situação do menino piorou drasticamente. A pressão arterial e o nível de oxigênio estão caindo... O cirurgião-chefe pediu que o senhor se prepare para o pior…"
Ao ouvir isso, o braço de Sílvio, que apertava o pescoço de Carla, perdeu a força.
Rosana ficou lívida, paralisada no lugar.
Um brilho de satisfação cruzou os olhos de Noemi.
No instante seguinte, Carla disparou em direção à porta do centro cirúrgico.
Mas logo foi impedida por alguns seguranças atentos.
O médico franziu o cenho e perguntou: "Quem é você? Invadir a sala de cirurgia é grave, podemos responsabilizá-la!"
Carla olhou o médico com seriedade: "Eu sei operar. Me deixe entrar."
O médico franziu ainda mais a testa, lançando um olhar carregado de significado para a enfermeira, como quem perguntava: "De onde saiu essa maluca?"
A enfermeira explicou: "Acho que ela é a mãe biológica do menino, deve estar fora de si…"
"Entendi."
O tom do médico suavizou um pouco: "Senhora, compreendemos sua angústia, mas sem licença médica não pode entrar na sala de cirurgia. Só poderia se o Sr. Henriques se responsabilizasse. Caso contrário, não podemos correr esse risco. Espere aqui fora."
E já ia fechar a porta.
"Espere!"
Carla se virou abruptamente para Sílvio, a voz clara e firme: "Me dê a autorização."


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