Várias fraturas pelo corpo? Febre alta que não cede?
Sílvio sentiu um gosto metálico subir abruptamente em sua garganta.
A última vez que teve vontade de cuspir sangue assim foi há dois anos, no instante em que soube da "morte" de Carla na explosão.
Seus olhos brilharam friamente; com um movimento brusco, agarrou o colarinho do mensageiro, a voz carregada de uma fúria quase incontrolável:
"O julgamento ainda não saiu. Quem ousou fazer justiça com as próprias mãos?!"
"Sr. Henriques, foram pessoas que dividiam a cela com ela... Descobrimos que todas agiram sob ordens do jovem Tavares, da Família Tavares..."
...
Meia hora depois, a porta de uma das suítes mais luxuosas do bar mais exclusivo do centro foi arrombada com um chute.
A música eletrônica, ensurdecedora, cessou subitamente.
Todos os olhares se voltaram para o homem que entrou, envolto em uma aura gelada.
Tavares, abraçado a duas belas mulheres e rindo alto, empalideceu ao ver Sílvio. Tentou manter a compostura:
"Sr. Henriques? O que o senhor faz aqui?"
Sílvio não respondeu, apenas sinalizou para que o segurança fechasse a porta.
Com um estrondo surdo, a porta foi trancada. Sílvio caminhou até Tavares e, antes que este pudesse reagir, o atingiu com um soco violento no rosto!
"Ah!"
O grito de Tavares ecoou, três dentes voando com o impacto.
Os presentes, atônitos, recuaram para os cantos da sala.
"Sr. Henriques! Podemos conversar!"
As tentativas de apaziguamento foram inúteis. Sílvio lançou Tavares ao chão; ao som de estalos e gritos lancinantes, quebrou-lhe os ossos dos braços e das pernas, um a um.
Por fim, Sílvio apanhou uma garrafa de cristal da mesa e a quebrou contra a cabeça de Tavares!
"Pá!"
A garrafa se despedaçou, e o sangue jorrou do crânio de Tavares, que ficou estirado no chão, apenas respirando fracamente como um trapo humano.
"Piedade... Sr. Henriques... por favor..."
"Piedade?"
Sílvio pisou com força em seu peito, a voz mais gélida do que nunca:
"Você achou mesmo que tocaria na minha mulher e sairia impune?"


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