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A Escolhida do Príncipe Cruel romance Capítulo 6

É claro que eu já estava acostumada com aquele olhar de zombaria e desprezo. Com o tom de voz que me fazia me sentir inferior.

Darius Evehart era desprezível e assassino, mesmo assim, vê-lo me chamar naqueles termos que durante anos me chamaram e humilharam, fez com que algo dentro de mim se retorcesse.

A opinião dele não deveria me importar.

Respirei fundo.

— Você irá resgatar o meu irmão? Eu tenho sua palavra? — Perguntei.

Darius caminhou até a cama e se deitou.

O macho cruzou as pernas e apoiou a cabeça nos braços, olhando para mim.

— Você irá dividir o quarto comigo?

— Você mesmo disse que pode me forçar, porque precisa da minha permissão?

Darius respirou fundo.

— Responda a pergunta, fêmea.

Desviei o olhar e murmurei:

— Sim...

— Iremos amanhã a noite. — ele disse e se levantou.

— Por que não agora? Ele é muito pequeno e precisa de mim agora! Se você não tivesse me sequestrado... — gritei, mas Darius ignorou as minhas palavras, caminhando em direção as garrafas de vinho.

Eu vi o macho beber mais vinho e todo o meu corpo estremeceu.

Caminhei a passos largos em sua direção e o empurrei, fazendo-o derrubar parte do vinho em seu peito.

— Seu miserável! Precisamos ir agora mesmo!

Darius Evehart estreitou os olhos para mim.

— Cuidado. Eu não sou tão paciente quanto pareço. Está perto do amanhecer, e não saio durante o dia. — avisou e tomou mais um gole.

— Não sai durante o dia? Está brincando comigo! Acha que eu me importo?

Darius revirou os olhos e eu continuei a insistir.

De repente, de modo brusco o macho jogou o vinho na lareira e avançou em minha direção.

Suas mãos agarraram os meus braços e ele me sacudiu.

— Se continuar me importunando assim, terei que calar sua boca, escrava. — ameaçou ele.

Meu sangue estava fervendo e eu só pensava em Nico sozinho.

Desferi um tapa contra seu rosto com toda a minha força, Darius não se moveu, mas seu rosto ficou marcado com o meu tapa.

Eu vi seus olhos arderem e a pele do seu rosto assumir escamas negras.

Suas garras se alongaram enquanto ele segurava meus braços.

— Eu deveria dar uma surra em você. Mas por enquanto, quero apenas que saia desse quarto antes que eu a acorrente naquela cama e deixe Volcrys fazer com você tudo que está imaginando. — sua voz era baixa e ameaçadora.

Mesmo assim, era Nico e eu precisava insistir.

— Você me arrastou para essa torre maldita. Me separou do meu irmão e agora quer que eu espere mais um dia para vê-lo? Vai me levar, ou serei a companheira de torre mais irritante que já viu.

Para confirmar minhas palavras, chutei as garrafas de vinho que ainda restavam no chão, as quebrando.

Darius me olhou como se eu tivesse matado alguém.

— Não me provoque, fêmea. Há muitas maneiras de machucá-la sem afetar o vínculo imposto. Acha que sua Luna era cruel? Nunca me viu com raiva. E não há nada que me irrite mais do que pessoas inúteis! — Eu sentia a aura de perigo emanando dele e até mesmo Nyra se encolheu em minha mente.

Engoli em seco e sai sem olhar para trás do quarto.

Caminhei pelos corredores de pedra, o meu coração acelerado.

Parei nas escadas e me apoiei na parede.

Rangi os dentes de ódio.

Ótimo, eu mesma salvarei Nico. Meu irmão não poderia esperar por mais tempo, só a deusa para saber o que Isis poderia fazer com ele sem que eu estivesse lá para protegê-lo.

. . .

Capítulo 6 1

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