A fotografia deslizou do peito do homem.
Por fim, pousou levemente sobre o tapete. O homem curvou-se para pegá-la, encarando inerte a sua "foto na cama" com Eunice. Ele estava dormindo, e o rosto de Eunice estava ruborizado. Parecia uma cena extremamente sensual, e, além disso, ambos estavam sem roupas.
Ele não tinha memórias daquela noite.
Vagamente, sabia que havia algo errado com o vinho.
Mas se havia ou não ocorrido uma relação sexual, Dionísio realmente não tinha certeza, e muito menos tinha como se defender. Após olhar para a foto por alguns segundos, ele a rasgou em dois pedaços rápidos. Ao voltar a encarar Paloma, seu rosto exibia humildade: — Eu não gosto dela.
Paloma apoiou a mão na testa e soltou uma risada fria.
— Mas você gosta da emoção.
— Dionísio, se você queria buscar alguma emoção, não deveria ter procurado alguém do passado. O melhor seria alguém obediente. Uma mulher que vem fazer escândalo na nossa porta, será que ela tem alguma poção mágica? Ou exala um cheiro que o deixa incontrolável? Ao ponto de fazê-lo perder a cabeça, sem se importar com o que os nossos filhos pensariam?
A voz do homem saiu grave e rouca: — Não voltará a acontecer.
Paloma não queria brigar, pois o problema era de Dionísio. Ela se acalmou e disse: — Pense bem nisso. Eunice deve ter centenas de fotos como essa em mãos. Se você não fizer as vontades dela, talvez ela as exponha. Pense em uma estratégia!
Dito isso, ela subiu as escadas.
O fígado dela não era bom, havia passado por um transplante. Ela não queria ficar se aborrecendo, pois queria preservar a própria vida para acompanhar os filhos crescerem. Ao fechar a porta do quarto principal, encostou-se nela, perdida em pensamentos. A estrutura matrimonial que antes mais desprezava parecia agora não ser tão difícil de aceitar.
As mulheres sempre vivem uma vida difícil.
Sempre vão, através das dores, crescendo pouco a pouco.
...
Na sala de estar no térreo.
O lustre de cristal refletia uma luz cintilante.
O patriarca olhava para cima, em direção ao segundo andar.
Pouco depois, a governanta desceu as escadas e falou com ele em voz baixa: — A senhora acabou de amamentar a menininha, disse que quer tirar um cochilo e pediu que servíssemos o jantar apenas às oito.
O pomo de Adão de Dionísio moveu-se sob a pele.
Depois de um momento, ele saiu pelo hall de entrada, entrou no Bentley preto e pisou fundo no acelerador, conduzindo o carro lentamente para fora das Mansões Imperiais. Em menos de vinte minutos, estacionou em frente àquela residência.
O homem empurrou a porta com força.
E caminhou para o interior.
Como se soubesse que ele viria, a mulher estava vestida de forma sensual, encostada em um sofá de estilo inglês degustando vinho tinto. O vestido de seda preta com alças finas realçava a brancura de sua pele. Onde estava o braço fraturado? Ela parecia perfeitamente bem. Olhando para o homem, sorriu de maneira sedutora: — Parece que se você não for procurar a Paloma, me trata como se eu não existisse, como se aquela noite não tivesse acontecido. Dionísio, você a ama tanto assim?
Uma taça de vinho foi estendida em sua direção.
Acompanhada do rosto sorridente da mulher.



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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Esposa Invisível do Bilionário
Gente eu amava esse site mais agora eles tão cobrando pra ler tá doido...