O carro entrou lentamente na propriedade da mansão.
Os empregados da casa ficaram surpresos.
O senhor estava de volta.
Embora a senhora nunca tivesse comentado, todos os empregados da mansão haviam ouvido as fofocas. O senhor havia engravidado uma atriz e, por isso, divorciou-se da senhora. Felizmente, quase todo o patrimônio fora deixado para os filhos dela, o que pelo menos mostrava algum respeito pela relação do casal original.
Diziam por aí que a aproveitadora lá de fora não levara a melhor.
A porta do carro se abriu, e Dionísio desceu com Vitória nos braços.
A bebê havia adormecido. O pai carregou-a com todo o cuidado até o quarto principal no segundo andar. Ao colocá-la no berço, fê-lo com imensa suavidade e atenção, puxando um pedacinho do vestidinho florido que havia subido, antes de, incapaz de resistir, beijar a sua pequena barriga.
Era a sua própria carne e sangue.
A sua filha mais nova com Paloma, amada do fundo da alma.
Vitória estava meio sonolenta.
Logo, enfiou o dedinho na boca, estalou os lábios e caiu no sono profundo.
Dionísio se endireitou, esbarrando de leve em Paloma, que estava ali ao lado. Ela desviou instintivamente, mas o homem a segurou pela cintura para estabilizá-la. Foi um toque rápido, durando não mais que dois ou três segundos. A voz do homem soou baixa: — Tem sido difícil cuidar dela esses dias?
Paloma balançou a cabeça: — Ela é muito obediente.
Com uma expressão suave, o pai beijou novamente a barriguinha e a cobriu com um cobertor leve.
Uma bebê muito bem cuidada.
Dormindo de forma tão confortável.
Cheirosa e doce.
Vanessa trouxe o notebook. O homem sentou-se no sofá ao lado para trabalhar. Paloma sentiu que não era adequado, mas, antes que pudesse dizer mais do que duas palavras, Dionísio ergueu os olhos e a encarou: — Só estamos divorciados, não cortamos laços. A Vitória ainda é minha filha.
Paloma teve que ceder.
Para evitar mal-entendidos, ele ficava no quarto, e ela, na sala de estar contígua.
Na hora do almoço, Paloma o chamou.
Mas Dionísio disse que não estava com fome. Assim, enquanto Paloma comia, o homem continuou velando o sono da bebê, imerso em seu trabalho.
Quando Paloma terminou, pensou em substituí-lo para que ele pudesse descansar. Contudo, ao entrar no quarto principal, encontrou o homem dormindo. O notebook à sua frente ainda brilhava com uma luz azulada. Com os olhos fechados, a sua mão pendia naturalmente ao lado do corpo. O sol de fora batia em metade do seu rosto, criando um contraste de luz e sombra que o deixava com um aspecto ainda mais abatido.

VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Esposa Invisível do Bilionário
Gente eu amava esse site mais agora eles tão cobrando pra ler tá doido...