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A Esposa Invisível do Bilionário romance Capítulo 345

Ao ver que ele havia acordado, Joana tirou um sanduíche de dentro da mochila escolar.

— A mamãe que fez.

A frase da menina foi objetiva.

Sem apelos emocionais.

Mas atingiu o homem exatamente onde ele mais precisava.

Era o café da manhã feito por Paloma.

Fazia muito tempo que ele não provava do café da manhã de Paloma. Meio ano, talvez? O homem segurou o sanduíche, contemplou-o por um longo instante e apoiou-se com uma das mãos para sentar. O seu apetite andava péssimo, mas naquele momento sentiu vontade de comer. Olhou para Joana e deu uma mordida leve.

Estava muito macio, muito saboroso.

Dionísio sorriu de forma suave.

Ele sabia que sua aparência atual não era boa, mas Joana, sentada na beira da cama e balançando as pernas finas, não parecia se importar. Ela o observou terminar de comer, deixou um doce perto do travesseiro dele e avisou que precisava ir para a escola.

O homem pegou o doce, colocou-o na boca e deixou derreter. Era bem docinho.

Uma enfermeira entrou no quarto.

O abrir e fechar da porta, a luz do quarto que clareou e escureceu, compunham a cena monótona que Dionísio via todos os dias. A enfermeira, ao notar a postura dele, avisou em voz baixa e amigável: — Sr. Dionísio, faremos os exames em instantes.

Dionísio, entretanto, respondeu com algo aparentemente fora de contexto.

Com um sorriso no rosto, ele perguntou: — Você acha que a Joana vai voltar amanhã?

A enfermeira ficou confusa.

Enquanto levantava o braço para a coleta de sangue, o homem acrescentou: — A Joana vai estudar fora em breve, não é?

A enfermeira entendeu menos ainda.

À tarde, Dionísio demonstrou uma energia inesperada. Ele olhou para a janela e murmurou para Vanessa, que estava ao seu lado: — Quero dar uma volta lá fora. O Natal está chegando. Preciso comprar alguns presentes para as crianças. Elas vão ficar muito felizes quando receberem.

Vanessa tentou convencê-lo a descansar e se preservar.

Mas Dionísio insistiu em sair.

Por fim, foi transportado em uma ambulância, acompanhado por uma equipe médica temporária composta por médicos e enfermeiras. Porém, ao sair do veículo, Dionísio exigiu que apenas Vanessa o acompanhasse. O local que ele havia escolhido foi o Edifício Harmonia, onde ficava o [Ateliê Vian] de Paloma. Após muitos anos, Paloma havia comprado o prédio inteiro para a sua empresa de joias. Não só seus designs eram extremamente populares, mas a própria Lívia, que tinha saído antes, agora atuava como sua designer-chefe, e a coleção Geisha tinha se tornado um clássico da joalheria.

Dionísio ergueu a cabeça, olhando para o letreiro [Ateliê Vian].

Uma sensação profunda de impacto.

O Ateliê Vian já era uma empresa avaliada em bilhões.

Por isso, ele não queria que Paloma fosse arrastada para baixo por ele.

Deixaria que ela brilhasse com a própria luz.

Vanessa, que o acompanhava há muito tempo e conhecia os seus sentimentos, estava prestes a dizer algumas palavras de consolo quando notou que o olhar do chefe estava fixo em uma cafeteria do outro lado da rua. Um casal bebia café no local. Os dois tinham uma presença marcante. Ao olhar mais de perto, percebeu-se que eram Paloma e Mário. Mário fora o assistente principal do presidente do Conglomerado Meryl. Nos últimos anos, fora promovido a vice-presidente da marca e tinha um futuro promissor.

Dionísio observou em silêncio.

— Eles formam um belo par.

Os dois foram embora juntos.

...

Na esquina do prédio.

O homem estava com as costas coladas na porta de vidro, com a cabeça inclinada para trás e respirando ofegante. Pela primeira vez na vida, sentiu-se completamente diminuído. Comparado a Mário, seu corpo parecia envelhecido e fraco, e os músculos que antes lhe davam orgulho o estavam abandonando silenciosamente.

Ao seu lado, Vanessa o confortava.

— O senhor está apenas doente.

— Quando se curar, tudo voltará ao normal.

...

Mas Dionísio sabia no fundo de seu coração.

Sua doença dificilmente seria curada.

Os tratamentos tradicionais não funcionavam; ele estava apenas esperando pela morte. Os resultados do laboratório tinham mostrado avanços, mas ele não sabia se viveria o suficiente para alcançá-los. Recentemente, um desenvolvimento tecnológico crucial havia travado. Um mês sem progresso algum o deixava ansioso. Essa foi a principal razão para o recente colapso físico de Dionísio: puro esgotamento físico e mental.

O homem levou muito tempo para se recompor, mas ainda assim entrou na loja para escolher os presentes das três crianças. Eram todos bonecos de edição limitada da Disney, selecionados de acordo com os favoritos de cada um dos filhos. Para Vitória, Dionísio escolheu o que Paloma gostava. Ele sabia que ela amava a coelhinha Miffy. Ela nunca havia dito isso em voz alta, apenas comprara uma secretamente quando se casaram. Depois, com medo de que ele a achasse infantil, ela abandonou esse pequeno hobby.

Três dias depois, os presentes foram entregues na vila.

Foram pendurados nas cabeceiras das três crianças.

Havia também um cartão para cada um.

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