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A Esposa Invisível do Bilionário romance Capítulo 381

Dionísio desligou o celular.

Ao ouvir o som de chamada encerrada, Fabiana quase enlouqueceu. Estava terrivelmente insegura. Precisava demais da validação que só Dionísio podia lhe dar.

A mídia escrevia bobagens para difamá-la.

E logo agora aquela criança adoecia.

Como podia ser tanta coincidência?

Com certeza foi obra de Paloma. Ela devia ter feito tudo isso só para afastar o Sr. Dionísio dela. Ter ficado com a maior parte da fortuna não era o bastante; a mulher queria tudo. Era uma mulher sem vergonha.

Fabiana se encolheu no sofá.

Com o cabelo todo despenteado.

E os olhos cravados na travessa de pastéis à sua frente.

Não, ela precisava dar um jeito. Iria ao hospital na manhã seguinte. Não apenas iria, como levaria os pastéis que fizera com as próprias mãos. Talvez a criança gostasse. Talvez as três crianças pudessem gostar dela. Se, no futuro, trouxesse todas elas para criar consigo, Paloma não teria mais nenhuma chance.

Naquela noite, Fabiana parecia estar possuída.

……

O dia amanheceu.

Dionísio acordou e olhou para baixo, fitando o pequeno bebê em seus braços. A filha caçula era, de fato, a mais mimada. A garotinha estava dormindo num sono tão gostoso. Ainda usando seu vestidinho florido, toda encolhida no peito do pai, gordinha e macia. Tinha deixado um pezinho descansando em cima da barriga dele. Com o vestido repuxado, exibia as pernocas fofas. Com um gesto carinhoso, o pai puxou o tecido para cobri-la de novo, e então abraçou a pequena para dar-lhe um beijo. Uma onda de calor reconfortante invadiu seu coração.

Durante a noite, Vitória deu bastante trabalho.

Mas agora dormia como um anjo.

Paloma também acordou.

Ela havia dormido no sofá, mantendo as roupas completamente alinhadas, afinal, era preciso evitar mal-entendidos. Assim que Dionísio acordou, ela se aproximou e disse em voz baixa: — Se tiver coisas para resolver na empresa, pode ir. Eu fico aqui cuidando dela. Daqui a pouco os seus pais também virão.

Seus pais...

Essas duas palavras mexeram com Dionísio.

Ele olhou fixamente para a mulher.

Tendo acabado de acordar, ela exalava uma aura suave, mas mantinha sua postura impecável.

Ele se pegou pensando se, no passado, ela também costumava chamá-los de:

[Pai e mãe]

Justamente quando o coração do homem começou a balançar, a porta do quarto VIP se abriu. Uma figura esbelta e graciosa parou à porta, segurando uma bolsa térmica nas mãos. Dentro, estavam os seus famosos pastéis de carne.

Não era outra pessoa, senão Fabiana.

Com um sorriso no rosto, Fabiana disse: — Sr. Dionísio, sei que você passou a noite em claro. Fiquei com medo de que o café da manhã do hospital não fosse higiênico e não tivesse nutrientes, então fiz pastéis e trouxe. São de carne. Considere a Vitória e a Srta. Paloma também. Venham comer enquanto estão quentes.

Dionísio ficou sem palavras.

Ele simplesmente não entendia a obsessão de Fabiana por pastéis de carne.

E ainda por cima tinham que ser feitos pelas próprias mãos dela.

Embora estivesse insatisfeito, a garota apareceu ali logo de manhã, cheia de vontade de agradar, e ele precisava, pelo menos, lhe dar algum crédito. Mas antes que pudesse abrir a boca, Paloma se adiantou. O tom dela era frio, inquestionável.

— Srta. Fabiana, agradeço por vir visitá-la.

— Mas preciso te dizer.

O homem estava com a cabeça cheia.

Vitória ainda ia ficar internada por alguns dias.

Ele queria ficar e fazer companhia para a filha.

Mas a sua pequena namorada continuava insistindo naquilo.

Por fim, ele deu a partida no carro e dirigiu até o apartamento dele. Chegando lá embaixo, mandou que Fabiana esperasse no térreo. Iria apenas trocar de roupa e seguir direto para a empresa. Fabiana rapidamente sugeriu: — Vamos subir juntos, a gente divide os pastéis.

Ela estava quase obstinada.

Dionísio sentiu, em parte, tédio e, em parte, que ela era apenas simples demais.

No fim das contas, o homem aceitou provar.

Para ser honesto, o sabor era bem mediano.

Afinal, ele vinha de um berço de ouro, que iguaria ele não havia experimentado na vida? Mas para não magoar Fabiana, acabou dizendo que estava delicioso. Fabiana abriu um sorriso de orelha a orelha: — Então vou fazer pra você sempre! Pode deixar, Sr. Dionísio, vou cuidar muito bem de você. Eu sei fazer vários serviços domésticos.

O homem franziu a testa de leve.

De repente, ele se lembrou de Paloma.

A antiga Paloma, que era forçada a fazer os serviços domésticos.

Aquela Paloma que resistiu inúmeras vezes, dizendo que não queria fazer o trabalho de casa, que queria ser designer. E agora, ali estava uma garota se oferecendo espontaneamente para cuidar do lar, mas, estranhamente, ele não se sentiu nem um pouco feliz com isso. Aquele pingo de admiração que nutria por ela se desfez consideravelmente. Fabiana, completamente alheia a tudo, continuava contando nos dedos o que sabia fazer.

Quando ela começou a falar sobre como escovava tapetes com uma escovinha.

O homem disparou repentinamente: — Chega de falar.

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