De manhã, o canto melodioso dos pássaros entrava pela janela.
A mulher acordou.
Não havia ninguém ao seu lado no travesseiro.
Ela se sentou e recostou-se na cabeceira. Os cabelos escuros caíam soltos. Ficou ali, atônita, relembrando a noite anterior. Dionísio havia insistido em ficar e realmente deitou-se na cama. Mas, como ainda estava se recuperando da cirurgia, não foi capaz de ir até as últimas consequências.
Será que ele já tinha ido embora a essa altura?
Deveria ter ido.
Os negócios no [Grupo Prosperidade] demandavam muito.
Enquanto Paloma estava perdida em pensamentos, Mateus entrou de mansinho, com os pés descalços e envolto em um cobertorzinho do Dumbo.
Era tão pequeno e adorável.
Paloma estendeu os braços.
O pequeno Dumbo correu para o seu abraço.
A babá que estava na porta sorriu e se retirou.
Mateus aninhou-se confortavelmente nos braços da mãe. Era apenas uma criança de cinco anos na pré-escola. Embora tivesse uma inteligência alta, era muito apegado aos adultos e adorava brincar. Paloma nunca o forçava a ser maduro e sensato de forma precoce como Joana.
A felicidade de uma criança residia em poder ser criança.
Mateus sussurrou segredos para a mãe:
— O tio Soares chegou.
— Ele veio visitar o Mateus.
— O papai foi recebê-lo, mas cismou de dizer que ele veio ver a mamãe. Agora eles estão tomando chá lá embaixo. A babá disse que a cara do papai ficou verde. Mamãe, o que significa cara verde?
...
Paloma ficou surpresa.
O Dr. Gustavo havia vindo?
No primeiro andar.
Dionísio recebia Gustavo Soares com a postura de dono da casa.
Lidar com rivais no amor era algo em que ele tinha experiência.
Gritar insultos nunca fora de seu feitio.
Ele apenas desceu as escadas e, como quem não quer nada, abriu os dois primeiros botões da camisa, revelando dois arranhões finos na altura da clavícula. Marcas deixadas por Paloma na noite anterior, quando ela não aguentou mais. Aquilo era o suficiente para abater um rival como Gustavo.
E, de fato, assim que se sentou, Gustavo perdeu a compostura.
Encarou fixamente os arranhões no pescoço de Dionísio.
...
Mateus resmungou um sonoro "ah" e obedeceu, indo até Gustavo. Levantou a blusa, revelando o tronco pequeno e adorável.
Gustavo sorriu:
— Eu consigo ouvir através da roupa. Não vá pegar um resfriado.
Com um dos braços, puxou o garotinho e o colocou sobre os joelhos para examinar seus batimentos cardíacos e pulmões.
Mateus não tirava os olhos de Gustavo.
Ele sentia uma certa familiaridade ali.
Dionísio bebia o seu chá, impassível.
Ah, grande coisa saber medicina!
Qualquer dia ele também aprenderia um pouco.
Foi então que seu próprio filho desferiu-lhe um golpe fatal.
Encarando Gustavo fixamente, Mateus se lembrou vagamente de que seu pai biológico tinha feições assim, muito bonitas. O menino disparou com toda a doçura do mundo:
— Tio Soares, você quer ser o novo padrasto do Mateus?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Esposa Invisível do Bilionário
Gente eu amava esse site mais agora eles tão cobrando pra ler tá doido...