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A Esposa Invisível do Bilionário romance Capítulo 410

Mas nem as palavras mansas nem as noites de paixão poderiam reter Paloma.

A mulher havia tomado a sua decisão.

Ela estava determinada a levar os filhos para morar no exterior.

Nos dias que antecederam a partida, ela não impediu o contato de Dionísio com as crianças.

Ocasionalmente, ele passava a noite. Usava de insistência para dormir abraçado a ela, ou acabavam cedendo à intimidade física, mas nada disso importava mais. O que importava era que, no fim, eles se separariam. Quando se vissem novamente, ele já teria passado dos quarenta anos, ou talvez tivesse formado uma nova família.

Num piscar de olhos, o Natal chegou.

Para Paloma, o Natal representava despedida. Era o aniversário de morte de Carlos Moraes. Naquela tarde, ela levou sozinha um buquê de margaridas para visitar Carlos. O sol brilhava intensamente; era um dia muito mais bonito em comparação há alguns anos.

Paloma depositou as flores diante da lápide.

Agachou-se, tocando de leve a foto daquele rosto jovem.

— Anos se passaram e você continua igual, Carlos.

— Mas eu envelheci.

— Vou levar as crianças para morar na Inglaterra. Provavelmente só retornaremos quando a Joana se formar. Mas, Carlos, voltarei todo ano, por volta do Natal, para ver você.

...

A mulher encostou delicadamente o rosto na pedra fria da lápide.

Erguendo os olhos para o sol radiante, não pôde deixar de pensar: se aquele Natal tivesse tido um tempo tão bom quanto o de hoje, o desfecho teria sido diferente? Ela iria para a Inglaterra acompanhada de Carlos? Carlos, já é o quarto ano desde a sua partida. Separados entre a vida e a morte, será que nunca mais nos veremos?

Antes de partir, a mulher escavou um pouco a terra.

E viu aquela aliança de casamento.

Ficou parada, observando-a por um longo tempo, mas decidiu enterrá-la novamente. Deixaria que fizesse companhia a Carlos.

Sob o céu limpo, a mulher caminhou em direção à saída do cemitério.

Levou consigo as flores murchas.

Eram as que havia trazido na última visita.

Nos portões do cemitério, havia agora um carro imponente. Era um Cullinan preto. O vidro abaixado pela metade revelava as feições firmes de Dionísio. Ele a observava em silêncio. Quando ela se aproximou, o seu pomo de adão moveu-se:

— Veio se despedir do Carlos?

Paloma murmurou um leve som de afirmação.

O homem abriu a porta do passageiro:

— Entre.

Paloma, no entanto, sorriu com placidez:

— Não, Dionísio. Eu vim dirigindo.

O olhar do homem tornou-se inescrutável.

Capítulo 410 1

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