As mensagens continuavam paradas no texto que Lucas havia mandado.
Ela apertou os lábios.
Letícia tinha razão.
Se o caso parasse nas mãos de Lucas, o melhor seria pedir um encontro com Priscila através dele.
A família do marido de Priscila ainda tinha dinheiro, e caso tivessem evidências para colocar Priscila em risco, como ela estava presa, não seria uma desvantagem enorme?
A única coisa que poderia ser feita seria conseguir um advogado para a Priscila, recolhendo algumas evidências úteis e encaminhando tudo ao Ministério Público.
...
No Ministério Público de Metrópolis, Lucas tinha acabado de participar de uma reunião e o colega havia repassado o caso.
— Promotor Lucas, os depoimentos e as evidências dadas pela polícia estão aí.
— A investigação apontou que esse Jonas Lima e o Bernardo Xavier estavam num mesmo grupo e pretendiam encontrar uma mulher.
— De acordo com as evidências na nossa mão, os dois estiveram envolvidos num esquema de crimes.
— O caso do Bernardo é responsabilidade sua, esse do acidente com a Priscila Lima você tem que ver se...
Priscila?
Era da mesma mulher que os pais de Julia conversaram na janta.
E ele ainda lembrava que Julia ficou irritada com o assunto.
Mas que coincidência.
Lucas cortou a conversa de vez: — Deixe toda a papelada comigo.
— As outras pistas também.
— Tá bem.
Lucas finalizou a revisão dos materiais e, ao mesmo tempo, entendeu o porquê de Julia ter ficado irritada naquele dia.
Fora o que havia no depoimento de Priscila e dos vizinhos comentando o relacionamento do casal, as demais evidências eram ruins para a Priscila.
Os acontecimentos incluíam até os Cavalcante. O Jonas tinha algumas relações longínquas com eles e o casamento foi planejado pelos Cavalcante também.
Na época do acidente de Priscila, o Matheus estava lá.

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