Gabriel Neves viu a mensagem bem a tempo e perguntou no grupo: — Quais são os planos, Dra. Monteiro?
Meu próprio marido estava no grupo, junto com seu novo amor. E agora o amigo dele me perguntava no grupo se eu queria ir junto. Isso não era o mesmo que me jogar no fogo?
Pensando no aviso de Norberto e na relação dele com Gabriel, refleti por um momento e respondi: — Já chamei um carro, obrigada pela gentileza, Dr. Neves.
Gabriel respondeu rapidamente, mas apenas com o número 1.
Todos podiam ver as mensagens do grupo, e a enfermeira-chefe expressou sua incompreensão: — Moram no mesmo condomínio e já são tão próximos, por que você tem que ser tão teimosa, Noemia? Para que esse trabalho extra?
Vendo a preocupação da enfermeira-chefe, senti-me ainda mais culpada, e só pude responder: — Não posso incomodar o Dr. Neves todas as vezes.
Ao ouvir isso, a enfermeira-chefe me deu um olhar de decepção.
Mas essas palavras não sei como chegaram aos ouvidos de Gabriel. Após o expediente, ele nos encontrou no departamento e disse, desamparado: — Assim você não me considera um amigo, Dra. Monteiro. Além disso, o Dr. Marcos Duarte também vai, não seremos só nós dois.
Gabriel fez uma expressão de magoado ao dizer a última frase.
Ele sabia que eu estava tentando evitar suspeitas.
Isso me deixou ainda mais sem graça, e só pude explicar: — Não foi por mal, Dr. Neves, é só que...
— É no caminho, não recuse, Dra. Monteiro. Fica combinado assim, nos vemos no portão sul amanhã de manhã e depois vamos juntos buscar o Dr. Duarte.
Gabriel deixou essa frase e saiu apressado. Olhando para a figura franca dele, senti-me totalmente envergonhada.
Além do mais, nossa relação era inocente. Por que eu estava agindo como se visse inimigos em cada sombra?
Quanto a Norberto, ele também viu as mensagens no grupo. Além disso, o Dr. Duarte também estaria presente. Ele não poderia arranjar problemas comigo por causa disso de novo, não é?

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