Quando acordei de novo, as luzes já tinham sido acesas do lado de fora. Movimentei de leve o meu braço, e logo de cara avistei Gabriel repousando ao meu lado.
E do lado dele havia uma elegante caixa com comida.
Era óbvio o meu sentimento de culpa.
Nesse instante o meu celular ao lado tocou. Logo peguei apressadamente. Acidentalmente despertei o Gabriel.
Ele esregou os olhos pesados, e perguntou: — Esse soro está quase no fim?
Seu jeito cômico me provocou o riso. Balancei o telefone, e questionei: — Por acaso o Dr. Neves estava sonhando?
Gabriel olhou, assentiu e balançou a cabeça na sequência, dizendo: — Olhe só para mim, acabei dormindo sem perceber.
Logo quando eu estava pronta para expressar a minha gratidão, a voz de Antonella surgiu do nada: — A Noemia já está bem?
Gabriel e eu dirigimos o olhar em direção à entrada, quando localizamos Norberto e Antonella parados lá.
Nós quatro avaliamos uns aos outros sem dizer nada. Depois de um breve intervalo, Antonella completou: — A propósito, hoje à noite vamos jantar hot pot no restaurante lá embaixo. O Dr. Barros me pediu para vir perguntar se você poderá comparecer, Noemia.
Acontece que ela viera convidar em nome de alguém.
Observei o celular vibrando. A ligação também provinha do Dr. Carranca.
Eu concluí que a finalidade também seria a mesma.
— A Dra. Monteiro acaba de receber alta e o tornozelo ainda está inchado. É claro que ela não poderá comparecer à reunião de hoje à noite. — Gabriel falou em um tom preguiçoso para recusar no meu lugar: — É provável que o Dr. Barros compreenda.
A garota deitou um olhar cauteloso em minha direção e disse baixinho: — Falei exatamente dessa maneira ao Dr. Barros. Mas o Dr. Barros ainda me pediu para vir verificar com você.

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