— Eu não suporto ver ela assim, atacando a nossa Antonella repetidamente. Suspeita das pessoas sem provas. Fez a nossa Antonella chorar ontem de manhã. Agora que o hospital já descobriu a verdade, elas continuam implicando com a Antonella. Querem decidir que foi ela quem fez isso? — A voz de Camila era bem alta e soou especialmente clara na sala de reuniões.
Depois de dizer isso, ela encarou Gabriel.
— Dr. Neves, eu sei que o senhor defende a Dra. Monteiro. Mas, mesmo que esteja tentando conquistá-la, não pode acusar a nossa Antonella injustamente, não é?
Essa garota falava "nossa Antonella" a cada frase, parecendo até irmã dela. Mas Camila sempre trazia toda a conversa de volta para Antonella. Será que ela realmente estava agindo para o bem da garota?
Gabriel ficou irritado, e sua expressão ficou péssima.
— Camila, você...
— Camila, não seja impulsiva. Somos todos colegas, sente-se. — O Dr. Valente de repente falou ao lado.
A fala de Gabriel foi interrompida.
O responsável pelo Departamento de RH também franziu a testa, abaixando a mão no ar para sinalizar que todos deveriam se acalmar.
— Isso mesmo, somos todos colegas. Brigar não faz bem para a união do departamento. Além disso, os resultados da investigação já saíram e a pessoa já admitiu o erro. Isso deve acabar aqui. Não vamos criar mais problemas. — O Dr. Carranca também tentou apaziguar a situação.
Ele se virou e me cutucou.
— Noemia, você é a pessoa envolvida no incidente. Dê a sua opinião.
Eu entendi o que ele quis dizer. O Dr. Carranca queria que eu deixasse isso para lá. Depois de tanto tempo ao lado dele, eu já estava familiarizada com esse seu jeito de agir.

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