— Obrigada. — Eu olhava para seu rosto gentil e tudo o que pude fazer foi agradecer.
Tudo o que fiz foi engolir toda a mágoa e toda a dor para mim.
A culpa foi toda minha em ter assinado com Norberto no início; então não importa o resultado de tudo isso. Quem tinha que aguentar a consequência seria eu mesma.
O lado bom é que vai acabar.
Tudo vai melhorar depois que acabar.
Saindo do restaurante com o Gabriel, ele sugeriu: — Que tal um cinema?
Eu neguei.
Sei que ele queria me animar e me distrair um pouco. Mas eu não estava afim de ir ao cinema: — Estou um pouco com sono.
Não durmo muito bem tem um tempo, e com o almoço que tive a vontade de dormir também aumentou.
Ele acenou: — Tudo bem. Eu te levo de volta.
Parei os passos ao chegar ao Residencial Belvedere.
Eu não sei se a mãe dele foi embora ou se ele foi convocado para conversar de novo sobre o Acordo de Separação. Mas também não quero encontrá-los na entrada.
Pensei bem, peguei um táxi e segui para o Residencial Geriátrico Vista Verde.
Fábio Fontes, do asilo, me conhecia. Ao me ver, veio pessoalmente me recepcionar: — Você também veio ver o seu pai?
Também?
Tem mais alguém?
Peguei logo essa pequena informação e dei uma olhada para ele: — Quem mais está por aqui?
— Ele chegou tem mais de meia hora. — Fábio deu uma resposta sincera, mas também tinha dúvida: — A senhorita não sabe?
Claro que não.
Eu não esperava por isso.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Esposa Que Ele Nunca Mostrou