A porta tremeu.
Manuela, parada do lado de fora, estava com o rosto vermelho como sangue, a cabeça fumegando e a mente em branco.
Um silêncio absoluto reinava dentro e fora do banheiro.
Momentos depois, a voz calma do homem soou:
— Eu só derrubei o sabonete líquido sem querer.
— Hum… Eu… eu vi. — Manuela respondeu, gaguejando.
— …O que veio fazer aqui?
— Ah! Eu… eu queria te dizer uma coisa. Sobre meu pai, se ele te procurar pedindo ajuda…
Lá dentro, Lucas parou.
Seus lábios se curvaram para baixo, e por algum motivo, sentiu-se desapontado.
A pequena palpitação que sentira desapareceu sem deixar vestígios.
Todos diziam que ele estava morrendo, que era um louco, violento, cruel e sanguinário.
Sob tais circunstâncias, se ela ainda estava disposta a se casar com ele, não era surpreendente que tivesse algum pedido a fazer.
Mas o que o desapontou foi que era apenas o primeiro dia…
— …não aceite de jeito nenhum!
— …Hum?
Pensando que ele não tinha ouvido bem, Manuela enfatizou apressadamente:
— Se ele usar meu nome como desculpa para pedir sua ajuda, como investir na empresa da minha família ou algo assim, simplesmente o ignore!
Lucas levou dois segundos para confirmar que não tinha ouvido errado.
— Por quê?
Por quê?
Manuela revirou os olhos e disse:
— Por quê? É claro que é porque eu me casei com você, não fui vendida a você. Como sua esposa, posso gastar seu dinheiro, mas por que você deveria gastar dinheiro com a minha família?
Lucas não esperava que a jovem dissesse algo assim.
Após um longo silêncio, ele respondeu:
— Certo.
Sua voz era lenta.

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