Júlia disse isso com os olhos vermelhos, a voz embargada pelo choro e pela frustração.
Deus sabe há quanto tempo ela esperava por este dia.
Em sua imaginação, hoje ela seria o centro das atenções, admirada por todos.
Mas agora, tudo o que deveria ser dela havia sido roubado por Manuela!
Tanta gente se ocupando de Manuela, e o Lucão ainda ia levá-la pessoalmente para a universidade.
E ela? Ninguém sequer perguntou por ela!
Marta, com o coração partido pela filha, tentou consolá-la.
— Tudo bem, tudo bem. A mamãe vai falar com o Lucão agora mesmo. Júlia, espere um pouco!
— Eu quero ir no mesmo carro que o Lucão! — Júlia fez outra exigência.
Marta concordou repetidamente, aceitando tudo sem hesitação.
Júlia perguntou, apreensiva:
— ...Mas o Lucão vai concordar?
Marta respondeu de forma natural e despreocupada:
— Seu pai deu a vida para salvar a Velha Senhora. Como o Lucão poderia não concordar?
Na opinião de Marta, a dívida de gratidão da Família Almeida para com elas era impagável.
Não seria exagero nem se sua Júlia fosse tratada como a verdadeira herdeira da Família Almeida.
Agora, era apenas um pedido para que o Lucão levasse Júlia. Qual era o problema?
Só então Júlia parou de chorar e sorriu.
No carro.
Manuela se acomodou.
O motorista estava prestes a dar a partida quando, de repente, Marta se aproximou.
— Lucão!
Manuela ergueu o olhar e, ao ver Júlia atrás de Marta, puxando uma mala, sua pálpebra tremeu levemente.
Lucas estava de olhos fechados, descansando.
Sendo interrompido, ele pareceu um pouco irritado.
— O que foi?
— Lucão, hoje também é o início das aulas da Júlia. Já que o senhor vai levar a Senhora, poderia levar a Júlia também?
Manuela ficou perplexa.
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