A voz grave e magnética do homem soou pelo celular, causando um leve arrepio na orelha de Manuela.
Então, ela hesitou.
— Que presente?
— Um buquê de flores. — Ele disse. — Lionel acabou de me dizer que já foi entregue. Deve estar lá embaixo. Vá dar uma olhada.
Lucas lhe enviando flores?!
Manuela ficou surpresa e encantada.
Aquele pingo de melancolia que sentia desapareceu em um instante.
— Vou descer para ver!
Percebendo a alegria em sua voz, os traços de Lucas suavizaram-se imperceptivelmente.
Enquanto isso, Manuela, com o celular na mão, preparava-se para descer.
Assim que saiu do quarto, deu de cara com Júlia.
Ela segurava um buquê vistoso e também se preparava para descer.
O olhar de Manuela fixou-se instantaneamente nas flores.
— De onde vieram essas flores?
Júlia sorriu, triunfante.
— O Lucão me deu. Lindas, não são?
— O Lucão deu a você? — Manuela perguntou, com os olhos cheios de desconfiança.
Será que Lucas era tão pouco confiável a ponto de enviar dois buquês, um para ela e outro para Júlia?!
Só de pensar nessa possibilidade, a tristeza que mal havia se dissipado ameaçava voltar.
Ignorando Júlia, ela desceu rapidamente as escadas e perguntou: — Quantos buquês chegaram em casa hoje?
— Apenas um, é claro. — Disse Ana.
Vendo Júlia descer logo atrás, ela entendeu a situação e sorriu com desdém.
— Senhora, não vai me dizer que achou que o buquê era para você, vai? Pode tirar o cavalinho da chuva. Aquele foi um presente especial do Lucão para a Júlia!
Os empregados que trabalhavam por perto olhavam de relance, avaliando a situação em silêncio.
Parece que essa nova senhora não era muito diferente das anteriores.
Veja só, Lucão enviando flores para Júlia, e nada para ela.
Trocaram olhares e cochichos, aproveitando o espetáculo.
Mas Manuela, ao ouvir que havia apenas um buquê, sentiu um alívio imediato.

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