Tommy forçou um sorriso rígido. “Claro.”
Ele concordou em ir com Wyatt.
Quando viu Wyatt abrir a porta de um BYD, Tommy ficou um pouco surpreso, sua expressão mostrando certo espanto. “Vocês realmente são discretos, hein?”
Wyatt entrou no carro e respondeu: “Minha esposa não gosta de chamar muita atenção... O banco da frente é dela. Desculpa, Tommy, você vai ter que ir atrás.”
Tommy disse: “Sem problemas.”
Ele entrou no banco de trás e se inclinou para a frente, apoiando as mãos nos bancos dianteiros para enxergar pelo para-brisa. “Vira à esquerda no beco ali na frente. No final tem um restaurante local—comida leve. Lembro que a Yunice não gosta de nada muito pesado. Não sei qual é o seu gosto, senhor?”
O rosto de Wyatt ficou frio enquanto ele apertava o volante.
Ficava claro que ele não gostou de ver Tommy conhecendo as preferências de Yunice.
Yunice comentou: “Ele também come comida local.”
Wyatt não era exigente como ela. Ele comia praticamente qualquer coisa. Se matasse a fome, estava ótimo. Por isso Yunice nunca soube ao certo qual era o sabor favorito dele.
Tommy soltou um breve “ah” e continuou dando as direções.
Yunice lançou um olhar para Wyatt, mas não disse mais nada.
O trânsito na região universitária estava complicado na hora da saída. E como era uma parte antiga da cidade, as condições das ruas só pioravam tudo.
Quando chegaram ao beco, tiveram que descer e seguir o resto do caminho a pé.
Enquanto o carro avançava devagar, Tommy se mantinha ocupado no celular.
Ele era jovem, inteligente e bonito—muito popular entre as garotas da faculdade. Muitos alunos o procuravam com dúvidas sobre as matérias. Ele vivia cheio de tarefas.
Quando finalmente estacionaram, os três seguiram pelo beco em direção ao restaurante.
Wyatt segurava a mão de Yunice enquanto Tommy ia na frente.
Tommy era bastante conhecido no campus, então por onde passavam, estudantes o cumprimentavam. Algumas até davam gritinhos de empolgação, como se encontrá-lo fosse a melhor surpresa do dia.
Por causa dele, Wyatt e Yunice também acabaram atraindo muitos olhares.
Alguns alunos mais ousados até se aproximaram para perguntar quem eles eram.
Yunice olhou para a expressão de Wyatt, um pouco sem jeito. Apertou levemente a mão dele.
Aguenta firme.
Afinal, foi ele quem convidou Tommy.
Por fim, chegaram ao restaurante e, graças à fama de Tommy, conseguiram uma sala reservada.
Ela acrescentou: “O Tommy é meu veterano. Passamos por muita coisa juntos no hospital. Não seja mesquinho com ele.”
Wyatt respondeu: “Se você percebe que estou sendo mesquinho, também deve perceber que ele tem segundas intenções.”
Yunice mordeu o canudo. “Claro.”
Tommy só não era tão óbvio. Mas isso não significava que ela precisava afastá-lo.
Ela não era do tipo que gastava energia com coisas que não iam dar em nada. E definitivamente não ia criar inimizade à toa.
Tommy olhou para o lado e viu os dois sentados bem próximos, cochichando de cabeça colada.
Ele baixou o olhar para o livro à sua frente, depois sorriu para as duas garotas. “Vocês estão perguntando coisas diferentes. Não dá pra ajudar as duas ao mesmo tempo.”
“A Yunice aqui foi a maior nota do vestibular esse ano. Ela também é ótima com esse tipo de questão.”
A garota mais extrovertida logo entendeu a dica—Tommy estava sugerindo que ela pedisse ajuda para Yunice.
Mas ela não tinha o menor interesse nisso. O que ela queria era conversar com os garotos.
Tommy achou que ela estava ali por causa dos estudos? Nada disso. Ela só queria se aproximar do galã da faculdade e, quem sabe, conseguir o número dele.
Falar com a rainha do vestibular não estava nos planos dela.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Filha Invisível