Victor soltou um riso debochado e disse: “Coma!”
Tessa quase chorou. “Não consigo comer tudo isso.”
Victor zombou: “Então continue passando fome.”
Tessa ficou chocada. Esse cara é doente? Alguém precisa fazer alguma coisa com ele. Ou quer matar a pessoa de fome, ou quer entupir até explodir, não existe meio-termo!
...
Em Rivermount, Susan voltou à mansão Reed com o rosto inchado e avermelhado. Rebecca estava prestes a levar o remédio para Jonathan.
Nenhum médico aceitava mais fazer visitas domiciliares à família.
Sem saber ao certo como, Rebecca encontrou uma farmácia e voltou com alguns sachês de medicamento.
Susan já estava irritada com ela por ter esvaziado o cartão de Jonathan.
Agora, ao ver os sachês nas mãos dela, sua fúria cresceu. “O que é isso? Pra quem é?”
Ela nunca acreditou nesse tipo de remédio.
Mesmo com a falta de recursos médicos, insistia em não dar esse tipo de medicação nem para Lillian nem para Jonathan.
Além disso, ela simplesmente não suportava Rebecca então, quando viu a moça levando o remédio até seu filho, o semblante dela se tornou ainda mais azedo.
Rebecca, como de costume, não engoliu o desaforo. E disse: “O que pensa que está fazendo? Quer tirar o medicamento da minha mão? Sinto muito, mas esse medicamento não é pro tipo de doença da sua filhinha adotiva.”
Ficou tudo bem claro ali.
Por causa da filha adotiva, Susan estava disposta a ignorar até o próprio filho, quanto mais a filha biológica.
Encontrar uma mãe assim era, de fato, algo que só acontecia uma vez na vida, pensou Rebecca.
Ao ouvir que o remédio vinha de uma simples farmácia, a raiva de Susan explodiu. “Você vai dar isso pro Jonathan?”
Rebecca respondeu: “E pra quem mais você acha que seria?”
Susan retrucou: “E se der alguma coisa errada com ele por causa disso? Você vai se responsabilizar?”
Rebecca se virou, incrédula. “O que disse?”
Mesmo agora, ela ainda está preocupada com responsabilidade?
Rebecca ficou tão irritada que riu sem conseguir se conter. "Sério mesmo? Um está à beira da morte, o outro quase aleijado, estamos nos esforçando ao máximo para salvá-los... E você ainda me vem falar de responsabilidade?"
Susan respirou fundo, com seu peito subindo e descendo de tanta raiva.
Sem paciência para ouvir mais nada, ela bufou: “Não dê esse tipo de porcaria pro meu filho.”
A mulher continuou dizendo: “Tudo o que você sabe fazer é bancar a durona na minha frente.”
Depois de um instante de silêncio, Rebecca pareceu notar o ferimento no rosto de Susan.
“Hum? O que aconteceu com o seu rosto? Não me diga que se machucou voltando de Seaflats Cove? O que foi fazer lá? Foi por causa da Lillian? Ou pelos benefícios que vêm junto com a Stella?”
Susan, furiosa, gritou: “Cale a boca!”
Rebecca continuou: “Ah, então é isso. Está atrás do que vem com ela, né? Que pena… perdeu uma chance de ouro.”
Depois de uma sequência de ataques, Susan ficou tão vermelha de raiva que o rosto alternava entre pálido e corado.
Rebecca não quis perder mais tempo com ela, pegou o remédio e subiu as escadas.
Susan andava em círculos, tomada pela fúria. “Que desgraça pra essa família...”
Pensou: Que tipo de gente é essa que fui encontrar? Cada uma pior que a outra. Antes, Stella já tinha uma língua afiada, mas eu não imaginava que minha nora teria uma ainda mais cortante.
No andar de cima, Rebecca entregou o remédio a Jonathan e disse: “Agora só eu posso arrumar uma solução para cuidar de você. Aquela sua mãe… não presta para nada.”
O tom dela carregava puro sarcasmo.
Ao ouvi-la, Jonathan franziu o cenho. Baixou o olhar, encarou o remédio e perguntou: “Ela está por trás daquele acidente?”

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A garota errada e a garota injustiçada
Que pena um dos site que ainda a poderia nos fornecer leituras sem pagamento e complicação infelizmente não é mais...