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A garota errada e a garota injustiçada romance Capítulo 576

Abraham disse: “Sim. Sobre nós.”

“Nós? O que tem a gente?”

Ele lançou um olhar para ela, os lábios se curvando num leve sorriso. “Com as pessoas falando da gente desse jeito, você acha que a mamãe vai deixar barato?”

Ao ouvir isso, uma onda de calor percorreu o peito dela.

Abraham apertou suavemente a mão dela, lembrando-se do que ela havia dito no banquete.

Ela tinha batido de frente com aquelas duas mulheres porque elas envolveram a mãe dele — e ele mesmo — nas fofocas.

E ela... ela se recusou a recuar nem um pouco quando se tratava do relacionamento deles.

“Ei—o que você está fazendo...?”

Stella já tinha pegado o pijama e estava prestes a entrar no banheiro quando viu Abraham indo atrás dela.

Ela reagiu rápido, bloqueando a passagem dele com as duas mãos.

Abraham olhou para as roupas nos braços dela, o sorriso se aprofundando. “Vamos tomar banho juntos.”

Stella recusou de todas as formas. Mas diante de Abraham, como ela poderia vencer?

Uma hora depois...

O rosto dela estava vermelho como um tomate. Ela deixou Abraham secar seu cabelo enquanto fazia bico para ele no espelho.

Quando terminou, ele se inclinou, roçando os lábios na orelha dela. “Que carinha é essa, Stella? Não ficou satisfeita?”

Satisfeita? Como poderia?

O tempo todo, era tudo sobre ele...

Ela estava enlouquecendo. Sério — como não percebeu antes o quanto esse homem podia ser terrível?

Fungando, Stella lançou um olhar de reclamação para ele pelo espelho.

Abraham encontrou o olhar dela e sorriu de forma travessa. “Então... será que a gente—”

“Para. Mamãe disse que nos primeiros três meses, você não pode nem encostar em mim.”

Ele pegou a mãozinha dela e a ergueu nos braços, levando-a direto para a cama.

Ele tinha acabado de sair do banho, e o corpo inteiro ainda estava quente.

“O-o que você está fazendo?” ela gaguejou.

Abraham a colocou na cama e imediatamente pegou o telefone, discando para Eddie.

A ligação completou rápido. Do outro lado, a voz de Eddie soava cansada, seca, completamente sem vida: “O que você quer?”

Diferença de fuso horário — do lado de Eddie ainda era dia.

Abraham: “Posso confiar na sua opinião médica?”

“...O quê?”

“Gestantes. Primeiro trimestre. É proibido mesmo?”

Naquele momento, Eddie estava parado no meio de dunas sem fim. Só areia. Camada sobre camada. Até onde a vista alcançava — nada além de desolação.

Ele olhou para a garrafa d’água, restando menos de um terço.

Isso não era sede. Era Sede com S maiúsculo. Tão sedento que nem ousava beber mais de um gole por vez.

E Abraham lá... vivendo a melhor vida.

Só de pensar nisso, a frustração de Eddie se transformou num sorriso diabólico. “De jeito nenhum.”

Mas se conteve. Tomou só um golinho.

“Quanto tempo até o próximo ponto?”

“Meio dia, mais ou menos. Desculpa mesmo, Dr. Eddie. Peguei o caminho errado e acabei te fazendo sofrer.”

Caminho errado? Sério?

Por causa desse erro, o que era para ser uma viagem de três horas virou uma caminhada de um dia inteiro.

E o carro ainda quebrou no meio do caminho.

Pensar nisso só deixava Eddie mais sedento. Apertou a garrafa com mais força.

Que confusão. Tudo uma bagunça.

Ele mal tinha dado alguns passos quando o telefone vibrou de novo.

Abel.

Só de ver o nome do braço direito de Abraham na tela, a pressão de Eddie subiu.

Atendeu sem paciência nenhuma. “O que foi?!”

“Sr. Eddie.”

“O que você quer?” Eddie disparou.

Ele já estava no limite de tanto andar. Nesse ponto, já odiava Abraham de verdade.

Abel disse: “O Sr. Abraham pediu para avisar... provavelmente você vai ficar aí pelos próximos dois anos.”

“...Ele não é humano. É um verdadeiro monstro.”

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