Marie arqueou uma sobrancelha. "E agora? O sistema de registro de hóspedes também quebrou?"
O gerente do hotel gaguejou, "Eu..."
"Nem pense em mentir pra mim," Marie cortou, afiada. "Mesmo que o sistema esteja fora do ar, por lei, vocês ainda têm que manter registros escritos à mão."
Os registros dos hóspedes não eram brincadeira; as autoridades podiam fiscalizar a qualquer momento. Se desse algum problema, toda a rede hoteleira da capital seria investigada.
O gerente se atrapalhou, "Bem..."
"O quê?" ela disparou.
Marie perdeu a paciência. ‘Chega disso!’
Com um sorriso forçado, o gerente admitiu, "É que... alguém apagou os registros."
"Apagou?" A voz de Marie ficou gelada.
O gerente assentiu. "Sim... isso mesmo."
Marie refletiu. Apagaram?
O tom dela era puro gelo. "Quem apagou?"
"Não conhecíamos o cara, ele entrou hoje de manhã armado... começou a balançar a arma pra todo lado..."
Naquele momento, o gerente parecia prestes a desabar em lágrimas.
Que dia é esse, meu Deus? Desde cedo, os nervos deles estavam à flor da pele.
A expressão de Marie ficou sombria como uma tempestade.
Agora, ela tinha quase certeza—quem apagou os registros era o mesmo homem com quem ela tinha dormido na noite anterior.
"Quem reservou o quarto 808 no 66º andar ontem à noite?"
O gerente balançou a cabeça. "Os dados foram apagados—não temos como saber."
O rosto dela escureceu ainda mais; uma tempestade se formava em seu olhar.
Então até as imagens das câmeras, foi esse pessoal que mexeu também?
O gerente congelou.
Ele não ousava dizer nada; nem queria lembrar. Sinceramente, eles tinham sorte de ainda estarem vivos depois daquele turno.
"Senhora Marie, jamais mentiríamos pra você... por favor, tenha piedade," o gerente implorou, finalmente caindo no choro.
E quem poderia culpá-lo? Se não resolvessem aquilo, podiam acabar mortos de verdade.
Marie ficou em silêncio.
"Só queremos sobreviver," o gerente choramingou.
Marie ficou surpresa. Sério? Um homem feito chorando desse jeito?
Deixa pra lá. As imagens e os registros tinham sumido; pressionar a equipe não levaria a nada.
Um cara comum não conseguiria fazer isso, né?
Ter esse tipo de influência—assustar um hotel inteiro ao ponto do silêncio—esse cara definitivamente não era qualquer um.
Mas dormir com uma mulher e depois sumir? Que tipo de homem faz isso?
Ouvindo Marie bufar daquele jeito, Eileen não segurou um sorriso de canto. "Talvez seja exatamente por isso que ele fugiu, ficou com medo de você cumprir a ameaça."
Julia ficou em silêncio.
Marie ficou surpresa.
Eileen completou, "Falando sério—não é impossível. Depois de ver o que você fez com Dan e Ella, o cara deve ter ficado ainda mais assustado de aparecer."
O rosto de Marie se contorceu numa careta. Parecia que tinha engolido um inseto.
Falando em Ella...
Marie se virou para Julia. "Não se sinta tão culpada. De certo modo, você provavelmente salvou minha vida."
Ela tinha dormido como uma pedra na noite anterior. Se tivesse ido parar no 65-808 como planejado, e fosse atacada por um grupo de homens... teria sido o fim dela.
Um cara só versus um grupo? Era uma diferença enorme.
Julia piscou. "Como assim?"
Marie explicou, "A Ella armou pra mim ontem à noite. Tinha vários caras esperando no 65-808."
Graças a Deus Julia a mandou para o 66º andar.
Mas ainda restava um mistério—quem era afinal o homem poderoso que tinha dormido com ela. Só havia um punhado de pessoas em Falvaria com esse tipo de influência.
Julia xingou, "Aquela desgraçada, teve mesmo coragem de armar pra você?"

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A garota errada e a garota injustiçada
Que pena um dos site que ainda a poderia nos fornecer leituras sem pagamento e complicação infelizmente não é mais...