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A garota errada e a garota injustiçada romance Capítulo 619

Marie refletiu. Droga, não dá pra conversar com ela. Então que se dane, pra quê tentar?

Vendo o quanto Evie era completamente irracional, Marie ficou furiosa. Sem dizer mais nada, partiu pra cima dela.

"Garota ladra! Você vai se arrepender de ter mexido comigo!"

Se Evie não devolvesse suas coisas, ela ia acabar com ela sem dó.

Marie nunca foi de muita paciência, ainda mais quando se tratava de Evie. E Evie, acostumada a lidar com animais selvagens, também não tinha temperamento de santa.

Foi um choque de trovão e fogo.

As duas partiram pra cima uma da outra sem hesitar.

Um soco lançado, outro devolvido, nenhuma das duas querendo recuar...

"Ugh..." Marie levou um golpe no peito, o rosto se contorcendo de dor.

Ela revidou com um chute certeiro no estômago de Evie.

Elas brigavam como se o mundo fosse acabar.

De repente, um barulho estrondoso ecoou na entrada do beco. Duas vans pretas pararam bruscamente, e mais de uma dúzia de homens saltaram, vindo direto na direção delas.

E não estavam de mãos vazias.

A energia agressiva deles foi suficiente pra congelar as duas mulheres no meio da briga.

O ar ficou carregado de perigo. Evie e Marie trocaram olhares.

Marie perguntou: "Eles estão atrás de você?"

O olho de Evie tremeu. Não era impossível.

Mas com Marie ali, ela jamais admitiria. Retrucou: "Parece mais que estão atrás de você."

Marie ficou chocada.

Antes que pudesse responder, o homem à frente do grupo gritou, com uma voz feroz e cheia de veneno: "Peguem ela! Mostrem pra Srta. Dawson o que acontece quando ela baixa a guarda."

A frase saiu entre dentes cerrados; não havia como confundir a ameaça.

"Meu Deus," murmurou Marie. Era comigo mesmo? De quem são esses caras? Do Dan? Ou da Ella?

Ao comando do homem, o grupo avançou sobre ela como uma onda gigante.

Marie sacou sua arma e derrubou um deles na hora.

Mas estava em desvantagem numérica e muito perto; logo a briga virou combate corpo a corpo.

Evie, de braços cruzados, ficou de lado assistindo como se fosse um espetáculo. Cerrando os dentes, Marie gritou: "Evie, sua traidora! Vai ficar aí só assistindo?"

"Mendiga," Evie disse, com um sorriso de canto. "Admite que tudo que você tem é meu por direito, e eu ajudo."

Marie ficou pasma. Essa mulher.

Depois de roubar tanta coisa minha, ainda quer que eu entregue o resto de bandeja? Cara de pau é pouco.

Marie ficou chocada.

Evie continuou: "Seu irmão nem piscou pra comprar todos aqueles presentes pra Star."

Quando se tratava do amor de Abraham por Stella, não era só verdadeiro—era exagerado.

Ele deu tudo de bom e do melhor pra Stella ao longo dos anos.

Só de olhar pra esse casamento, a quantidade de itens de luxo era absurda.

Ontem, Evie só tinha passado pelo local do casamento ainda em obras, mas aquele breve olhar já fez essa cética de casamento querer casar. E agora ela me compara com a Stella?

Marie sentiu o coração apertar. "Você acha que merece ser comparada à Star? Sabe o que ela significa pro meu irmão? E você é o quê pra mim? Generosa? Eu te mostro generosidade, sua aproveitadora—"

Como isso pode ser uma comparação justa? Evie bufou. "Não importa. Se quiser minha ajuda, vai me dar tudo."

Ela disse com um tom gelado e uma determinação inabalável.

E ainda assim—até agora, Evie já tinha derrubado quatro ou cinco dos atacantes.

O resto nem percebia o que estava acontecendo; enquanto brigavam com Marie, ela mal precisava se mexer.

Quando Marie finalmente derrubou o último e achou que tinha acabado—

Mais duas vans chegaram na entrada do beco, cheias de gente.

Marie olhou, incrédula. "Só pode ser piada. Será que hoje eles querem mesmo me matar?"

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