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A garota errada e a garota injustiçada romance Capítulo 681

Os lábios do homem se curvaram num sorriso profundo. “Impressionante. Sua constituição é mais forte do que eu imaginava — a droga ainda não fez efeito total.”

“Nesse ponto, você já deveria ter desmaiado.”

Marie ficou em silêncio.

Sua mente zumbia como um sino atingido.

Ela vinha segurando a raiva o caminho todo até ali, mas ouvir Dan mencionar uma droga foi a gota d’água.

“Seu desgraçado! Você me drogou?!”

Sua força estava sumindo rápido. Até sua consciência começava a falhar.

Seus olhares se cruzaram.

O olhar de Marie ardia de ódio. Dan avançou devagar e se ajoelhou diante dela, uma perna longa se dobrando com elegância.

Seus dedos finos ergueram o queixo dela. “Que patético. Preciso ir tão longe só pra conseguir te controlar.”

Ela era feroz demais. Habilidosa demais.

Provavelmente não existiam mais do que meia dúzia de pessoas no mundo capazes de enfrentar Marie numa luta.

Marie lançou um olhar de puro ódio para Dan, os olhos praticamente lançando faíscas. Quando estava prestes a cuspir no rosto dele, ele apertou o maxilar dela de repente. Sua boca se abriu um pouco — ela perdeu a chance.

O que só fez seu olhar ficar ainda mais feroz.

Dan riu e a ergueu do chão, segurando-a nos braços.

O gesto tocou num nervo sensível. “Seu lixo, me solta!” Marie rugiu.

Ela não fez questão de esconder o desprezo nos olhos enquanto o encarava.

Aquele traço de desdém fez Dan prender a respiração, mesmo que só um pouco.

“Você realmente me odeia?”

Aquele olhar — não havia nada de falso ali.

Antes que Marie pudesse responder, Dan continuou: “Marie, você já me amou.”

“Me amou tanto... jurou que não se casaria com mais ninguém.”

Marie ficou em silêncio.

Ouvir aquilo fez sua fúria explodir.

“Depois de toda a sujeira que você fez, ainda acha que eu te amaria? Você é louco? Vive num mundo de fantasia?”

Dan ficou calado.

Aquela palavra — fantasia — fez ele prender a respiração de novo.

Marie zombou. “Você já se olhou no espelho? Dan, você é um inseto imundo rastejando pelo esgoto. É claro que não tem amor. Nunca teve.”

Não era que ele não merecesse amor — ele simplesmente nunca teve.

A língua de Marie era afiada como sempre.

E aquela última frase — nunca teve amor — finalmente tirou Dan do sério.

Ele a carregou para um quarto e a jogou na cama.

Como sempre, Marie tentou se levantar na mesma hora — mas dessa vez, não tinha mais forças.

Seu corpo estava mole.

“O que diabos você me deu?!”

Espera...

“Ou você só é cego? Não consegue perceber se alguém sente algo ou não? Acho que eu fui cega uma vez.”

Tinha sido tão cega que nem percebeu como ele continuava usando ela — vez após vez, ela ainda corria atrás dele feito boba.

Olhando pra trás...

Ela tinha sido uma tola.

Como pôde entregar o coração assim? Deixar ele pisar sem nem perceber?

Dan apertou o pulso dela com força. O olhar dele escondia uma tempestade de fúria gelada.

“Você realmente queria me matar naquela noite.”

Ele não era cego.

Viu tudo claramente.

Aquela intenção de matar — ardendo de raiva — era real demais.

Marie não recuou. “Claro que queria.”

Ela disse sem vergonha, sem hesitar.

Dan riu. Foi um riso amargo, de escárnio.

Marie apertou os lábios.

Ela não entendia o motivo de tanta tristeza nele.

Era uma encenação?

Ele foi quem brincou com ela. Usou ela. Fingiu a própria morte só pra fugir dela.

E agora? Queria piedade?

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