Lewis ainda nem tinha visto o rosto de Victor e não fazia ideia do que estava acontecendo, então a expressão de Silas não fazia o menor sentido para ele.
Todo mundo estava agindo como se tivesse perdido completamente o juízo.
Silas sibilou: “O que você acha? Não ouviu aquele barulho?”
Lewis piscou.
Barulho? Hã…
Ah.
Aquele barulho vindo do quarto.
“Que tipo de barulho é esse?” ele perguntou, inclinando-se para a porta para ouvir melhor.
Silas olhou para ele como se a morte já estivesse batendo à porta. Agarrou Lewis pelo pescoço e o arrastou para longe da porta de Victor.
Assim que Lewis foi puxado para trás, finalmente caiu a ficha do que aquele som realmente era.
Ele não conseguiu evitar e soltou um chiado entre os dentes.
“Cara… sério? Bem agora? Ele estava negociando com Peter!”
Silas o empurrou de lado. “Cuidado com o que fala.”
Reclamar que o chefe não tem senso de momento? Estava maluco?
Bem…
Silas tinha que admitir, Victor realmente estava fora de controle naquele momento. Nunca o tinha visto tão indisciplinado antes.
Mas ainda assim—falar isso em voz alta, como Lewis acabou de fazer?
Lewis parecia completamente inocente. “Nem falei nada de errado.”
Silas resmungou: “Só cala a boca.”
Aquele cara era um exilado ambulante, só esperando acontecer.
Silas não podia se dar ao luxo de continuar conversando com ele. Se continuasse, provavelmente acabaria se envolvendo também.
Lewis piscou. Tanto faz. Não tô nem aí.
…
Dentro do quarto.
Tessa estava completamente exausta pelo ataque incansável de Victor. Ficou tão irritada que chegou a arranhá-lo de frustração.
A casquinha no braço dele, da última vez, tinha acabado de cicatrizar—e agora já havia novas marcas.
Mas nada disso o fez desacelerar.
Nem um pouco.
Só parou às quatro da manhã.
Tessa se sentia como se tivesse sido pescada do oceano e deixada para secar ao sol. Victor se inclinou, querendo carregá-la para o banho.
Ela lhe deu um chute furioso. “Seu idiota!”
Foi um chute rápido.
Mas Victor, com reflexos quase sobre-humanos, segurou facilmente o tornozelo delicado dela.
Ele sorriu, completamente satisfeito. “Nada mal. Acho que a Marie realmente serviu pra alguma coisa.”
Tessa piscou. O quê?
Victor deu um sorriso de canto. “Pelo menos sua resistência melhorou.”
Tessa ficou em silêncio.
O jeito como ele disse resistência—cheio de segundas intenções—fez o rosto dela pegar fogo.
A palavra horrível saiu num resmungo manhoso—mas Victor só abriu um sorriso ainda maior.
Victor nem piscou. “Deixa ele ir.”
Silas finalmente relaxou. Se Victor não estava preocupado, ele também não estaria.
Victor acrescentou: “Queremos mais do que ele ofereceu.”
“O chefe está sabendo?” Silas perguntou.
Ele queria dizer: já que Peter ia até Abraham, será que deviam avisar o chefe?
Victor riu. O sorriso em seu rosto era genuíno, diferente dos que usava antes.
“O chefe não vai recebê-lo.”
Silas ficou em silêncio.
Então o que Peter vai fazer—voltar pra cá com o rabo entre as pernas?
…
Tessa tinha sido completamente devastada.
Ainda estava apagada, dormindo profundamente. Quando finalmente se mexeu, já eram nove da manhã.
Victor entrou trazendo o café da manhã. Ela ainda estava meio dormindo, murmurando coisas sem sentido.
Sem querer incomodá-la, Victor se virou para sair em silêncio.
Mas, quando chegou à porta, uma vozinha sonolenta murmurou atrás dele: “Mau. Mau.”
Victor se virou, os olhos cheios de riso.
Viu Tessa se virar na cama—e imediatamente despencar com um baque no chão.
Victor tentou alcançá-la instintivamente, mas estava longe demais.
Tessa caiu com um gemido e se sentou, esfregando a cabeça. “Ai… isso doeu.”

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A garota errada e a garota injustiçada
Que pena um dos site que ainda a poderia nos fornecer leituras sem pagamento e complicação infelizmente não é mais...