— Ainda está falando de casamento? Nesse ritmo, nem sei se Marie vai conseguir voltar a tempo do nosso.
Mesmo sem acompanhar muito o que acontecia fora, Stella sabia que o Pacto Cinzento estava um caos total.
Abraham respondeu simplesmente:
— Ela vai estar lá.
Mas, na verdade, com Stella esperando trigêmeos, até ele se preocupava que uma cerimônia tão grande fosse demais para ela. Já tinham cogitado adiar o evento.
...
Enquanto isso, Marie acabava de desligar o telefone com Abraham e agora andava de um lado para o outro diante de Derrick.
Ela caminhava tanto que ele quase ficou tonto só de olhar.
Por fim, quando ela passou por ele mais uma vez, ele a puxou e a envolveu nos braços.
— O que seu irmão disse? Hein?
Marie, ainda irritada pela conversa, disparou:
— Ele acha que não fomos duros o suficiente com o Pacto Cinzento. Precisamos apertar mais.
— Apertar até eles entregarem a Tessa.
Os lábios de Derrick se curvaram. Implacável? Isso ele respeitava.
Quando o assunto era tomar decisões, ele não se curvava para ninguém — exceto Abraham. E se Abraham queria pressionar o Pacto Cinzento, então seria pressionado.
— Então — disse Derrick, com um brilho nos olhos — quer que eu seja mais duro com Dan?
Marie estreitou os olhos.
— O que está insinuando?
— Estou te avisando agora — ele disse com uma risada baixa — se eu for pra cima, não paro. Não venha chorar depois.
Ela fez uma careta e bateu no peito dele.
— Quem você está chamando de chorona?
Ele segurou a mão dela com facilidade e depositou um beijo na palma.
O calor percorreu o braço dela, fazendo-a estremecer.
— Você... — a voz de Marie falhou.
— Diz que não chora, mas lembro de uma certa garota que já chorou até perder a visão — provocou Derrick.
— Cala a boca.
Ela odiava quando alguém mencionava o passado.
Sim, naquela época Dan tinha morrido diante dos olhos dela — morrido em seus braços. Como não desabar?
Ela o amava. Amava de verdade.
Por muito tempo depois da morte dele, ela não conseguia parar de chorar.
Uma mulher normalmente ousada, despreocupada e destemida, se desfez em lágrimas sem fim.
Derrick sorriu de lado.
— Um acordo?
— S-sim. Eu te ajudo com—
— Se isso é só um acordo — ele cortou — então vá atrás da Tessa sozinha e entregue ela pro Victor.
Marie congelou. O que ele estava dizendo?
Antes que pudesse reagir, ele apertou o abraço, puxando-a contra si.
Os lábios dele tomaram os dela, quentes e firmes, a respiração misturando até a mente dela ficar em branco.
Ela lutou, mas sua força não era páreo para ele.
Quanto mais resistia, mais ele insistia.
Até que ela ficou tonta, ofegante, sem forças para lutar — só então ele a soltou.
Marie puxou o ar desesperada, levantando a mão para bater nele—
—mas ele segurou, pressionando a palma dela contra os próprios lábios. O calor queimou a pele dela, deixando-a trêmula.
Os olhos dele agora brilhavam de deboche, divertidos.
— Você... você— — Marie gaguejou.
— Legal e vinculativo — Derrick disse com um sorriso malicioso.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A garota errada e a garota injustiçada
Que pena um dos site que ainda a poderia nos fornecer leituras sem pagamento e complicação infelizmente não é mais...