Aquelas palavras deixaram Tânia muito satisfeita. Ela conteve o sorriso no canto dos lábios, soltou um leve suspiro e não disse mais nada.
Cercada pela multidão, a pouca paciência que Lorena ainda tinha esgotou-se por completo.
— Digam seus nomes.
A frase repentina deixou todos os presentes completamente confusos.
— O quê? Os nossos nomes? O que você quer com os nossos nomes?
Alguém perguntou, irritado.
— Para enviar uma notificação extrajudicial, é claro.
Lorena riu com escárnio.
— Têm coragem de espalhar boatos, mas não de assumir as consequências? Com essa idade, não deveriam agir dessa forma.
Alguém rebateu no mesmo instante.
— Ah, uma notificação extrajudicial! Não me faça rir! Os famosos mandam isso o tempo todo, e você acha que não sabemos que é só para tentar assustar? Aquela porcaria não serve para nada!
Lorena encarou a pessoa com frieza.
— Se não serve para nada, então por que você está com medo?
— Quem está com medo?
O rapaz, provocado por ela, revelou o próprio nome de imediato.
— Fausto Capelo, do segundo ano de Ciência da Computação, Turma 3. Quero ver você mandar uma notificação para mim, duvido que consiga fazer alguma coisa contra mim!
— Hugo Veloso, do primeiro ano de Educação Física, Turma 1. Pode me incluir nisso! O que eu mais odeio na vida é gente hipócrita como você. É melhor enviar logo essa tal notificação; se não enviar, pode mudar o seu sobrenome para o meu!
— Eu também!
A multidão ficou enfurecida, quase fazendo o teto do refeitório desabar.
Naturalmente, Lorena não se daria ao trabalho de memorizar aqueles nomes. Apesar de ter uma memória excepcional, ela não pretendia desperdiçá-la com assuntos tão insignificantes.

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