Universidade N.
Lorena havia marcado de se encontrar com Alana à noite, e só precisava de uma autorização de saída para poder deixar o campus.
Ela não queria perder tempo conversando com Cecília e decidiu ir diretamente até Gildo, mas, ao chegar lá, descobriu que o escritório do reitor estava trancado.
Sendo assim, ela optou pela segunda opção e bateu na porta do escritório do coordenador.
— Lorena, amanhã já é a prova. É melhor você descansar bem no quarto esta noite para se recuperar para conseguir uma bela virada amanhã — disse o coordenador com uma expressão de dilema após ouvir o pedido dela.
Ela era uma das pessoas em quem Gildo mais confiava; como ela poderia pisar na bola logo num momento tão crítico como aquele?
A expressão de Lorena era fria como a neve nas montanhas, inacessível.
— Não dá, tenho um compromisso esta noite. Assine a autorização de saída, e quando o Gildo voltar, eu mesma me explico com ele.
O coordenador abriu um sorriso, na tentativa de apelar tanto pela emoção quanto pela razão.
— Lorena, não é que eu tenha medo de que o reitor me culpe, mas me preocupo que a falta de descanso afete o resultado do seu exame. Você já apostou alto com a Professora Cecília, não acha que seria melhor levar isso mais a sério?
Era piada? E se o resultado do exame fosse ruim e o reitor ficasse furioso, resgatando essa história da licença de última hora? Aquele que sofreria as consequências da fúria dele não seria Lorena, mas sim ele próprio.
Por que ele levaria a culpa à toa de uma forma tão absurda?
Lorena ergueu levemente as sobrancelhas e, imediatamente, uma aura de autoridade dominadora irradiou daquele rostinho frio.
O coordenador estremeceu na mesma hora. Mesmo diante de Gildo, ele nunca havia se sentido tão nervoso.
Mas o que era aquilo?
Por que ele achava que Lorena se parecia muito mais com o reitor do que o próprio reitor?
Ele não aguentou muito tempo e logo mudou de ideia.

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