Ela ergueu o rosto e fitou aquele grupo com um olhar mergulhado em frieza.
As pessoas, no entanto, continuavam gritando.
— Conta outra. Se o esforço fosse o suficiente para entrar na Academia de Elite, o nível deles estaria baixo demais.
— Pois é. O que a Academia de Elite exige não é esforço, mas sim talento inato. Aqueles que não nasceram com talento deviam desistir de uma vez. Quanto mais você espera, maior pode ser a decepção.
— Só a Letícia que não se envergonha de falhar cinco vezes seguidas e ainda continuar insistindo em passar vexame. Se fossemos nós, já estaríamos quietos na nossa, não faríamos papel de palhaço na frente de todo mundo!
— Vocês... — Octavia, que nunca teve facilidade com palavras, apertou os punhos com fúria, incapaz de formular uma única frase completa.
Sua garganta ardia, com um gosto amargo e seco, como se estivesse fechada.
Ela queria muito chorar e já conseguia sentir o sabor salgado das lágrimas se aproximando.
Contudo, não podia derramar uma gota sequer! De maneira nenhuma choraria diante daquelas pessoas cruéis que caçoavam de sua amiga!
Ao observar a expressão presunçosa no rosto de todos, Letícia também já estava consumida pela ira, mas sabia que não poderia argumentar contra eles. Restava a ela morder o lábio firmemente para suprimir a raiva enquanto tentava consolar Octavia.
— Não vale a pena ficar com raiva dessa gente. Fique tranquila, eu vou fazê-los calar a boca com o meu desempenho!
Octavia naturalmente acreditava nela, mas ao ouvirem as promessas ousadas de Letícia, as outras pessoas passaram a rir ainda mais alto.
A não muita distância dali, Kelton, tendo escutado boa parte daquelas zombarias, sentiu seu belo rosto escurecer repentinamente.
Um baque surdo!
Uma garrafa de água vazia acertou em cheio o rapaz que tinha zombado mais de todos.
O garoto cobriu a cabeça e olhou em volta enfurecido. — Quem jogou isso?! Aparece, covarde!
— Hmph!

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