A pele da garota era branca como a neve, e seus olhos indiferentes brilhavam como estrelas no céu escuro, impossíveis de se desviar o olhar.
A voz do seu tio-avô ecoou imediatamente em sua mente: 'Então, se eu dissesse para você cortejar a Lorena, você aceitaria?'
O coração de Kelton deu um pulo, e as pontas de suas orelhas começaram a ficar quentes.
— Com licença, pode sair da frente? — Lorena ergueu a sobrancelha, lembrando-o de sua presença ao vê-lo encará-la como um bobo.
— Ah, me... me desculpe, Lorena. — Kelton rapidamente deu um passo para o lado, segurando a porta aberta para ela de forma atenciosa.
— Tudo bem. — Lorena não deu importância ao pequeno deslize e entrou direto.
Assim que ela entrou, Kelton saiu apressado.
Ao chegar no andar de baixo, ele parou. Percebendo que seu coração martelava descontroladamente, precisou levar a mão ao peito para tentar se acalmar.
Ele havia fugido como um covarde por causa de uma garota.
Que vergonha!
Quando finalmente conseguiu se recompor, o celular tocou. Era uma ligação de casa.
— Kelton, hoje à noite é o aniversário de oitenta anos da Dona Capelo, não vá chegar atrasado.
— A sua tia insistiu muito para que eu o levasse. A que horas as suas aulas terminam hoje? Vou mandar o motorista ir buscá-lo.
A pessoa do outro lado da linha era sua mãe, Larissa.
— Mãe, pode ir na frente para a casa da Família Capelo. Eu já combinei com o Leandro, ele vem me buscar mais tarde. — Kelton olhou para a hora e respondeu.
...
Enquanto isso, na sala do diretor.
O silêncio predominava no ambiente, como se uma disputa silenciosa estivesse acontecendo.


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