Do outro lado da estrada.
Adler dirigia suavemente enquanto Percival descansava os olhos no banco de trás.
Originalmente, eles planejavam passar a noite na Vila Capelo e ir direto para a empresa na manhã seguinte. No entanto, devido a um imprevisto, precisaram voltar mais cedo para resolver algumas questões.
Aquela estrada era um atalho, e Adler a havia pegado sem hesitar.
Mas, para sua surpresa, no meio do caminho, ele ouviu dois gritos de agonia. Seus nervos ficaram tensos na mesma hora.
— Senhor Capelo, parece que há perigo à frente. Devemos dar meia-volta?
Pessoas causando confusão àquela hora da noite, naquele lugar, provavelmente não eram gente boa.
Além disso, como a mudança de planos foi de última hora, os seguranças não tiveram tempo de acompanhá-los. Para piorar, aquela estrada na montanha não tinha desvios.
Se dessem de cara com problemas, com um deles incapacitado e o outro com a saúde debilitada, não teriam a menor chance.
Percival abriu os olhos, frios como um abismo, avaliou a situação e franziu levemente a testa.
O local era aberto, e os agressores provavelmente já os haviam notado. Recuar seria inútil.
— Acelere e passe direto.
Adler ficou surpreso, mas não ousou duvidar do julgamento de seu chefe. Ele obedeceu sem hesitar.
O carro acelerou, cortando a noite como um feixe de luz escura.
— Senhorita Estrela, suas habilidades de luta são incríveis!
O assistente olhava para o grupo de brutamontes, que antes pareciam demônios, mas agora estavam deitados no chão, gemendo e segurando o peito como se fossem donzelas indefesas. Seus olhos brilhavam de admiração ao olhar para Lorena.
— Não foi nada.
Lorena bateu as mãos levemente, olhou para os homens espalhados pelo chão e caminhou até parar diante daquele que parecia ser o líder.

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