— É verdade, meu filho está na sala de emergência há tanto tempo e já fez muitos exames. Vocês também disseram que ele não tem nada, mas ele simplesmente começa a tremer de dor de repente!
— Meu neto também, não tem nem um ano de idade. Ele só deu uma batidinha de leve e ralou um pouco. Era só tratar o machucado, mas vocês nos obrigaram a fazer exame de sangue e tomografia. Vocês só estão aproveitando da gente para ganhar dinheiro!
— O hospital de vocês é o mais perverso! Eu já tinha feito um check-up completo em outro hospital, mas chegando aqui me mandaram fazer tudo de novo! O que é isso, vocês se acham superiores? Os resultados dos outros hospitais não são dignos de serem considerados por vocês?
Vendo que os outros foram incitados a questionar a competência do hospital junto com elas, sorrisos presunçosos apareceram nos rostos de Pérola e Halina.
Preocupado que a opinião pública se espalhasse e prejudicasse o hospital, o médico se apressou em explicar.
— Aquele paciente ali que disse que o filho estava tremendo de dor, nós já o examinamos. O seu filho não tem nenhum problema físico. Essa situação pode estar relacionada ao psicológico. Eu sugeri levá-lo à ala de psiquiatria, mas vocês não quiseram.
— E quanto àquela senhora que disse que o neto se machucou. Seu neto não sofreu apenas uma batida simples, ele caiu do segundo andar e apresentou contusões. Pedimos esses exames porque o menino é muito pequeno para explicar o que sente. Tínhamos medo de que surgissem complicações. Não foi para roubar o dinheiro de vocês.
— Por fim, pedimos aos pacientes que deem entrada e refaçam os exames porque os equipamentos variam de hospital para hospital e os resultados apresentados podem ter diferenças. Não é que desdenhamos de outros hospitais, mas queremos examinar todos com aparelhos mais profissionais para podermos receitar o tratamento correto. Por favor, não fiquem criando teorias absurdas!
Halina, com o rosto cheio de desprezo, disse: — Qualquer um sabe falar bonito. Quem sabe isso não é só uma desculpa que vocês inventaram para esconder a falta de caráter! Senão, me expliquem, como minha mãe e eu fomos envenenadas e vocês não conseguem descobrir nada?
— Calem a boca!
Os três da Família Estrela não esperavam que, ao chegarem no hospital, em vez de verem Lorena, testemunhariam com os próprios olhos Pérola e a filha incitando os pacientes a se revoltarem contra o hospital.
Pérola e Halina estavam no auge da provocação e, ao ouvirem alguém intervir, pensaram que fosse alguém do hospital. Ao se virarem, perceberam que era Cristiano. A expressão das duas mudou.

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