Porém, para manter a sua imagem, ela olhou para Adilson, fingindo desamparo:
— Adilson, é arriscado demais a Lorena falar uma coisa dessas. Por que você não tenta convencê-la a desistir?
Adilson também ficou surpreso por Lorena ter feito uma promessa tão audaciosa, mas, ao ver que ela não demonstrava nenhum medo e até parecia ansiosa para começar, ele achou que talvez a situação não fosse tão impossível assim.
Talvez ela realmente conseguisse fazer aquilo.
Ele pensou por alguns segundos, reprimiu as dúvidas em seu coração e disse com tranquilidade:
— Eu confio nela. Talvez ela realmente nos dê uma surpresa.
Tânia achava que ele também repreenderia Lorena por não saber o que era bom para si, e ficou paralisada ao ouvir aquela resposta inesperada.
Adilson sempre fora tão cauteloso. Como ele podia acreditar nas baboseiras da Lorena?
Ela reprimiu a frustração e forçou um sorriso antinatural:
— Já que o Adilson confia na Lorena, não há mais nada que eu possa fazer.
A sua legião de bajuladores, vendo a situação, imediatamente começou a apressar Lorena para iniciar.
A expressão de Lorena permaneceu inalterada.
— Por que a pressa? Eu tenho uma condição.
— Que condição? — alguém perguntou imediatamente na multidão.
Logo depois, outra pessoa zombou:
— Não vai me dizer que você quer voltar atrás? Não aguenta brincar?
Lorena ignorou aquelas pessoas e disse com indiferença:
— A minha condição é: se eu terminar os cinco quilômetros em doze minutos, você... e você, terão que ir à pista correr cinco quilômetros todos os dias deste semestre, até conseguirem quebrar o meu recorde.
Enquanto falava, ela apontou com o dedo para a multidão.
Os alvos apontados foram justamente Bia, a amiga bajuladora de Tânia, e Beto, o rapaz que havia sido empurrado pelos outros para dificultar a vida de Lorena.
As expressões dos dois mudaram na mesma hora.

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