Ao ver Tânia chegar, a Vovó Adelaide exibia um sorriso mais amável no rosto.
— Tânia sempre foi tão atenciosa, mas ouvi seus pais dizerem que você estava ocupada ultimamente. Então, não imaginei que fosse nos visitar. A avó errou.
O Vovô Manoel também concordou: — É verdade. Se soubéssemos que você iria nos visitar, eu e sua avó com certeza esperaríamos por você.
Ouvindo a explicação da avó, Tânia percebeu logo que seus pais ainda não tinham contado sobre expulsá-la de casa e fez uma expressão cabisbaixa.
— Ainda bem que o vovô e a vovó são bons para mim.
Dito isso, ela se jogou nos braços da Vovó Adelaide.
A Vovó Adelaide, ao ver aquilo, olhou para a filha: — Kellen, o que houve? Por que parece que a Tânia sofreu alguma injustiça?
Kellen ia explicar, mas Tânia tomou a frente.
— Vovó, eu não sofri nenhuma injustiça. É só que senti muita saudade do vovô e da senhora, e fiquei com medo de que me deixassem.
Kellen estava preocupada de que Tânia expusesse teimosamente o ocorrido, mas relaxou ao ouvir o que ela disse.
A Vovó Adelaide viu a menina crescer. Ao ouvir suas palavras, notou que ela devia estar infeliz em casa. E, observando a expressão de alívio da filha, imaginou que houvesse mais por trás.
Mesmo assim, ela abraçou Tânia para reconfortá-la: — Você é a neta querida da vovó. No futuro, quando sentir saudade, venha nos ver a qualquer hora. Nós estaremos lá.
Abraçada por ela, Tânia sentiu a dor e as queixas daquele período finalmente encontrarem consolo.
Kellen, vendo a mãe ser tão amorosa com Tânia, temeu que Lorena ficasse chateada e falou: — Mãe, Beatriz e Lorena estão aqui, não esqueça de que elas também são suas netas.

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