E ainda recomendou a Larissa:
— Larissa, a Beatriz ainda não está totalmente recuperada, leve-a para casa rápido para descansar.
Beatriz sabia que seu corpo não estava inteiramente curado. Como não podia ajudar no momento, o mínimo a fazer era não causar problemas, e concordou imediatamente.
Quando mãe e filha chegaram ao saguão principal, Beatriz foi ao banheiro.
Ao sair, deu de cara com Tânia, que deveria ter ido embora, mas agora a aguardava na porta principal.
— Você não tinha ido? O que ainda está fazendo aqui?
— Prima, estou te esperando.
Agora sem o ar submisso que usava perante os mais velhos, embora estivesse sorrindo, os olhos transmitiam frieza.
Combinado com os machucados no rosto, ela chegava a transmitir uma sensação sombria.
Porém, Beatriz não a temia.
As duas sabiam perfeitamente qual era a personalidade da outra desde a infância.
Portanto, encostou na moldura da porta com um leve sorriso.
— Esperando que eu te xingue?
Tânia franziu o cenho, contrariada, mas seu tom de voz permaneceu suave.
— Prima, você não analisou a tigela de mingau de milheto? O envenenamento da avó não tem nada a ver com o mingau que eu trouxe.
Por outro lado, sua situação agora está bem perigosa. A avó sofreu o acidente na própria Família Ferreira. Nem o primo mais velho, superprotetor como é, nem a Lorena, que não suporta você, vão deixar você e sua mãe escaparem facilmente.
O rosto de Beatriz mudou sutilmente.
— Aonde você quer chegar?
Os resultados do exame só haviam sido compartilhados com o pai dela e com Lorena, como Tânia poderia saber daquilo?
Será que ela havia tomado a iniciativa de investigar?
Percebendo a tensão no tom da prima, Tânia pensou ter conseguido instigá-la, e emendou:

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