— Não é nada, só um pensamento — disse Mateo, de forma descontraída. Depois, acrescentou com um sorriso torto: — Aliás, para de chamar ela de cunhada. Bem... a menos que você a chame de esposa do Stone. Aí tudo bem.
— Hã? Mateo, do que você está falando? — Dickson estava completamente perdido.
— Estou dizendo que terminei com a Monroe. Mas ela pode acabar virando esposa de outro irmão.
Dickson piscou. — ...O quê?
Quando Mateo explicou toda a situação, Dickson ficou sem palavras. Se não conhecesse tão bem Mateo e os outros, talvez tivesse soltado aquela frase clássica — esse grupo é mesmo uma bagunça.
Ainda assim, havia algo que ele não entendia. — Mateo, por que você terminou com a Monroe?
— Porque eu não sinto nada por ela — respondeu Mateo, sem rodeios.
— O quê? — Os olhos de Dickson se arregalaram. — Mas antes—
— Eu não enxergava direito naquela época — interrompeu Mateo. — Achei que ela era legal, confundi isso com gostar dela. Mas não era de verdade.
Dickson ficou atordoado. Não esperava que essa fosse a verdade. Nem sabia como responder.
— E o seu avô? — perguntou, nervoso, preocupado que Mateo fosse apanhar.
Mateo já tinha levado umas palmadas, mas não ia admitir. Forçou um sorriso. — No máximo levo outra surra. Não vão me matar. Relaxa, eu aguento.
Dickson só conseguiu rir, sem jeito, diante da coragem do amigo.
— E aí, você já foi na casa dos Polinski? Como foi? — perguntou Mateo.
— Ainda não — disse Dickson. — Tive que terminar um relatório semana passada, então deixamos pra amanhã.

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Vai ter mas atualização...