Polinski realmente me apagou? Ele agora me menospreza tanto assim?
Ele não se conteve e ligou para Polinski, mas ninguém atendeu. Rue ficou apreensivo, com medo de ter se entregado de algum jeito, e não ousou tornar a ligar.
Na noite anterior, ele mesmo tomara a droga. A intenção era seduzir Polinski, mas não esperava que o outro fosse tão dono de si.
Naquele momento, Polinski acabava de descer do ônibus. Depois de levar os alunos de volta à escola, estava prestes a ir para casa quando avistou um carro familiar parado no portão.
Aproximou-se, surpreso e contente, abriu a porta e, como suspeitava, viu Dickson.
“Por que você veio?” Os olhos de Polinski se encheram de uma felicidade sem disfarces.
“Você não queria me ver?” devolveu Dickson.
“Como eu não ia querer? Sai, eu dirijo.”
Polinski ia dar a volta, mas foi contido por Dickson. “Você não dormiu bem ontem. Deixa que eu dirijo.”
Embora ele também mal tivesse dormido, ainda estava em melhores condições do que Polinski.
Polinski não insistiu e passou rapidamente para o banco do passageiro.
No caminho, Dickson voltou a perguntar sobre Rue. “E ele, como está agora?”
“Não sei. Deve estar bem. Ele me ligou mais cedo, mas eu estava dormindo e não atendi.”
Polinski só viu a chamada perdida depois que desceu do ônibus, mas não fez caso. Não pretendia retornar.
“O que aconteceu exatamente? O amigo dele drogou ele?” perguntou Dickson, preocupado. Era um tanto ingênuo e nem cogitava que o próprio Rue tivesse se drogado.
Polinski balançou a cabeça, completamente no escuro. Não perguntara nada e, naturalmente, não sabia.
Quando chegaram em casa, Polinski foi tomar banho primeiro, finalmente sentindo que voltava à vida. Enquanto secava o cabelo, o telefone tocou de repente. Era Rue. Dickson olhou o visor e disse: “É o Rue.”
“Atende você”, disse Polinski sem pensar duas vezes.
Dickson não viu problema e atendeu.
“Polinski, obrigado por ontem”, a voz de Rue veio imediatamente.
“Não é o Polinski, é o Dickson. O Polinski está no banho”, apressou-se Dickson.
Rue ficou um instante em silêncio e, como se só então percebesse, disse depressa: “Ah! É o Dickson. Então deixa pra lá. Só agradece ao Polinski por mim. Ele passou por muita coisa ontem à noite.”

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Vai ter mas atualização...