Então, Polinski havia encontrado um aluno de primeira.
Rue não sabia onde Polinski tinha descolado alguém assim, mas estava claro que subestimara Dickson.
Ele viera hoje querendo que Dickson percebesse o abismo entre eles. Quem diria que seria ele o humilhado?
Ficou se perguntando o que Dickson diria a Polinski quando voltasse.
Só que ele estava medindo um cavalheiro pela própria régua mesquinha. Dickson não levou o assunto a sério; nem sequer mencionou o nome de Rue.
Não era louco. Por que ficaria falando do ex do próprio namorado?
Rue, porém, ignorava isso e passou dias em alerta, até ensaiando o que diria caso Polinski ligasse.
Quando a ligação não veio, acabou relaxando.
O plano dele era semear discórdia entre os dois e, depois, esfregar em Dickson a diferença entre eles, forçando-o a recuar. Agora parecia que esse plano tinha ido por água abaixo.
Desistir assim?
De jeito nenhum!
Rue nunca foi de largar o osso. Por isso, mirou no irmão mais velho de Polinski, Korg.
Korg desconhecia qualquer relação entre Polinski e Rue e o tratava apenas como cliente. Depois de algum convívio, achou o sujeito correto. Os dois passaram a interagir bastante, e Rue ficou de olho nos passos de Polinski até conseguir armar um “encontro ao acaso”.
Ao ver Polinski, fingiu surpresa. "Polinski? O que você está fazendo aqui?"
Polinski franziu de leve a testa ao ver Rue, também um tanto surpreso de topar com ele ali.
"E você, o que faz aqui?"
"Meu chefe tem dois quadros que quer colocar à venda. Vim discutir a parceria."
"E você?" perguntou Rue, fingindo não saber do parentesco entre Polinski e Korg.
Nisso, Korg chegou. Ao ver os dois conversando, também ficou surpreso. "Vocês se conhecem?"
"Sim, somos colegas de turma", apressou-se Rue.
"É mesmo? Que coincidência! Devia ter me contado antes que era colega do Polinski", disse Korg, sorrindo.

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Vai ter mas atualização...