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A Incrível Ex-Esposa do CEO Está de Volta! romance Capítulo 11

— Karen... O que você está fazendo? Vista suas roupas. — Kris repreendeu severamente, apesar da voz arrastada pela bebida, enquanto desviava o olhar.

Karen se recusou a obedecer e deu um passo mais perto dele.

— Kris, eu posso te fazer esquecer, eu prometo. Eu posso te fazer se sentir melhor.

Ela segurou o rosto dele entre as mãos, tentando beijá-lo, mas ele a empurrou com força. Karen teria caído se não tivesse se apoiado na borda da cama.

Kris a encarava com fúria, balançando a cabeça. Sua visão estava cada vez mais turva, enquanto o sono o chamava.

— Karen, eu agradeço por ter me ajudado... A ver o tipo de mulher que Thalassa realmente era, mas nada disso pode acontecer entre nós novamente.

Endireitando-se, Karen estava frustrada. Ela tinha certeza de que, naquele estado, ele estaria vulnerável o suficiente para aceitar o que ela estava oferecendo. Mas ele nem sequer olhava para ela.

— Por favor... Vista... Suas roupas... Karen. — A voz de Kris saía arrastada.

Ele se abaixou, tentando pegar o vestido dela do chão, mas o mundo girou diante de seus olhos. Ele se sentia péssimo e, naquele momento, desejou ter ouvido seus amigos.

Tentou se levantar, mas estava fraco demais e caiu na cama, apagando imediatamente. Seu ronco suave encheu o quarto.

— Droga! — Karen xingou, rangendo os dentes ao perceber que seus planos estavam desmoronando.

Ou será que não?

Um sorriso malicioso curvou seus lábios.

A cabeça de Kris parecia estar sendo partida ao meio enquanto ele acordava lentamente na manhã seguinte. Quando estava prestes a soltar um gemido, ele congelou ao perceber que não estava sozinho na cama.

Havia um corpo descansando sobre seu peito.

Um corpo nu, pelo contato de pele com pele. Ele logo percebeu que também estava nu.

Assim que olhou para baixo e viu Karen igualmente sem roupas ao seu lado, ele se afastou bruscamente, fazendo-a acordar assustada. Enquanto ele ainda a encarava, incrédulo, ela lhe deu um sorriso sonolento.

— Bom dia, Kris. — Ela sussurrou com uma voz sedutora. — Como foi sua noite?

— Karen, o que você está fazendo no meu quarto?

O sorriso dela se alargou.

— Isso é uma pergunta séria?

Ela estendeu a mão, tentando acariciar o rosto dele e beijá-lo, mas Kris imediatamente saiu da cama com tanta pressa que uma pontada de dor atravessou sua cabeça.

Assim que a dor diminuiu, ele olhou ao redor, viu suas roupas espalhadas pelo chão e rapidamente pegou uma cueca para vestir.

— Karen, o que aconteceu? Como acabamos...

Ele parou, fechando os olhos com força, incapaz de dizer as palavras. Deus, ele esperava que não fosse o que estava pensando.

— Acabamos fazendo amor? — Completou Karen, sorrindo de maneira travessa. — Ontem, Alden e Henry te trouxeram para casa. Eu fiquei preocupada com o estado em que você estava, então vim te confortar. E aí você começou a me beijar. Uma coisa levou à outra. Por quê? Você não se lembra?

Karen prendeu a respiração, nervosa, enquanto esperava que ele dissesse algo. Ela rezava para que ele estivesse bêbado demais para lembrar o que realmente aconteceu na noite anterior.

Kris se esforçou para lembrar do que ela dizia. A última coisa que ele recordava era Alden e Henry o trazendo para casa e sua mãe o repreendendo por estar bêbado. Quando tentou lembrar de mais, sua cabeça apenas doeu ainda mais.

Ele fez uma careta.

— Karen, você tem certeza de que nós...

Ele parou novamente, incapaz de completar a frase.

Os olhos de Karen se arregalaram, como se ela estivesse incrédula, e ela se levantou da cama.

— Kris, o que isso significa? Você está dizendo que estou mentindo sobre termos dormido juntos?

Ela parecia tão magoada que Kris passou a mão pelos cabelos, frustrado.

— Desculpe, Karen, mas eu não me lembro do que você está falando. E, por favor, vista-se.

— Dormido com você? Nós somos adultos, Karen. Se alguém aqui tem que reclamar por ter sido aproveitado, esse alguém sou eu, porque eu estava bêbado e você estava sóbria o suficiente para impedir que isso acontecesse, mas não impediu. Então não faça parecer que fui eu quem me aproveitei de você.

Dizendo isso, ele pegou sua camisa e sua calça do chão e saiu do quarto, batendo a porta.

Karen ficou paralisada, incrédula e desolada.

Do lado de fora, Kris vestiu a calça e a camisa no corredor antes de descer as escadas. O restante da família estava à mesa de jantar.

— Credo, você está um desastre, mano. — Comentou Susan, sua irmã.

Kris não respondeu. Ele estava prestes a sair pela porta quando sua mãe o chamou.

— Para onde você vai, filho? Não vai tomar café da manhã conosco?

Ele balançou a cabeça.

— Não. Até mais, mãe.

— Espere. Já que sua ex-esposa não veio buscar as coisas dela, vou pedir para as empregadas colocarem tudo no depósito...

— Não! — Kris a interrompeu bruscamente, assustando-a. — Não quero que movam nada.

A expressão de sua mãe se fechou.

— Mas, Kris, você precisa seguir em frente. Não vale a pena manter as coisas daquela mulher por perto.

— Podemos falar sobre isso depois, mãe. Eu preciso ir. — Disse Kris, passando por ela apressadamente.

Ele não sabia por que a ideia de mover os pertences de Thalassa o incomodava tanto. Ele vinha esperando que ela ligasse para buscá-los, mas já se passavam três dias.

Por que ela ainda não tinha ligado?

Lembrando-se do que aconteceu com Karen, seu estômago revirou. Ele precisava sair de casa, mesmo sem ter tomado banho.

Era ridículo. Por que ele sentia como se tivesse feito algo errado com Thalassa, quando ela nunca se importou com os sentimentos dele enquanto o traía?

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