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A Incrível Ex-Esposa do CEO Está de Volta! romance Capítulo 134

— Kris! — Luisa gritou ao abrir os olhos e vê-lo sangrando no ombro, de modo que disparou para ficar de pé e correu até ele. — Kris… Você está bem?

— Sim… Estou bem. — Ele murmurou, tentando afastar a preocupação dela. — Mas você precisa ficar atrás do carro. Agora!

Antes que Luisa pudesse responder, o homem que havia disparado voltou a apontar a arma contra ela, porém, antes de conseguir puxar o gatilho, Alden surgiu de repente e o derrubou com força no chão.

Ele agarrou o pulso do homem e, em meio a uma breve luta pela arma, conseguiu, por fim, arrancá-la de sua mão com um movimento firme.

— Quem você pensa que é para fazer isso? Como ousou apontar uma arma para ela? — Ele rugiu, desferindo um soco no rosto do agressor e, em seguida, emendando vários outros golpes.

Depois de dominar o homem, Alden tomou a arma de suas mãos, agarrou-o pelo colarinho e o arrastou até onde os outros estavam, jogando-o no chão ao lado do cúmplice com brutalidade.

Luisa soltou um suspiro ofegante ao ver o rosto de Alden, pois logo percebeu um pequeno corte em sua testa, de onde escorria sangue.

— Ah, Alden! Você está bem?

— Sim, não se preocupe, gatinha. — Ele respondeu, esboçando um breve sorriso.

As lágrimas marejaram nos olhos de Luisa e, no instante seguinte, ela fez algo que surpreendeu não só Alden, como também a si mesma: segurou-lhe o rosto entre as mãos e o beijou, sem se importar que o sangue manchasse sua pele. Alden se enrijeceu no início, mas logo relaxou e correspondeu ao beijo.

Quando se afastaram, ele sorriu de lado.

— Considerando essa recompensa, acho que vou começar a bater meu carro com mais frequência…

Como resposta à sua provocação, Luisa acertou-lhe um tapa no peito, fazendo seu corpo estremecer com o impacto.

— Nem brinque com isso.

— Quem mandou vocês? — A voz dura de Kris desviou a atenção de todos para o homem no chão.

Se aqueles desgraçados estivessem agindo por conta própria, já teriam fugido assim que tudo deu errado, portanto o fato de continuarem tentando matar Luisa mostrava claramente que estavam a mando de alguém.

— Não vamos dizer nada… — Zombou o homem que Luisa havia acertado com o salto.

Diante disso, Zeke não pensou duas vezes e acertou-lhe um chute no rosto tão forte que arrancou dois dentes, acompanhados por um jorro de sangue.

— Falem de uma vez, ou eu prometo que as coisas vão piorar. — Kris rosnou, sem demonstrar dor apesar do ombro ensanguentado.

— Façam o que quiserem, nos prendam se for o caso, mas amanhã mesmo estaremos livres. — O outro assassino debochou.

Um sorriso frio se formou nos lábios de Kris.

— Quem falou em cadeia? — Retrucou, tomando a arma da mão de Alden e apontando diretamente para os dois.

— Posso simplesmente atirar em vocês aqui e alegar legítima defesa. Eu tenho testemunhas suficientes para me apoiar.

Alden, Luisa e Zeke se entreolharam, tensos, sem saber se ele falava sério.

Um dos homens se assustou e começou a implorar.

— Por favor, não me mate! Eu só fiz isso porque precisava do dinheiro!

— Está maluco? O que pensa que está fazendo? — Disparou o parceiro, com um olhar furioso cravado nele.

Kris focou no mais assustado, apontando-lhe a arma diretamente.

— Se não quiser que eu estoure os seus miolos, comece a falar. Por que estavam atrás da Luisa?

— Nós... Nós fomos enviados para matá-la e fazer parecer um assalto. — O homem confessou, trêmulo.

Luisa estremeceu só de imaginar o destino que teria se não tivesse sido salva, e Alden a puxou contra si, beijando-lhe a têmpora para acalmá-la.

— Enviados por quem? — Zeke exigiu.

— Eu não sei. Quem sabe é ele… — O homem amedrontado apontou para o cúmplice calado.

Sem hesitar, Kris acertou a coronha da arma contra a cabeça do homem, fazendo com que o sangue escorresse pelo ferimento.

— Quem porra mandou vocês?

— Clark? O que você está fazendo aqui?

— Lassa. — Clark começou, forçando um sorriso calmo. — Eu sei que é inesperado, mas tenho algo muito importante para te mostrar. Você poderia vir comigo?

Thalassa ergueu uma sobrancelha.

— Precisa ser agora?

Clark assentiu.

— Sim. É muito importante, e não vai demorar.

Ela refletiu por um instante

— Está bem. Mas está muito frio lá fora, então preciso pegar um casaco antes. Espero que não se importe de esperar na sala de estar.

Diante do pedido, Clark cerrou os dentes e reprimiu a tensão, forçando outro sorriso, ciente de que qualquer precipitação poderia levantar suspeitas.

— Claro. — Respondeu, dirigindo-se à sala de estar enquanto Thalassa subia as escadas.

Clark caminhou de um lado para o outro, batendo o pé contra o chão impacientemente, e cada minuto parecia se prolongar sem fim, até que, no instante em que pensava em subir para forçá-la a descer, Thalassa surgiu com uma jaqueta preta.

— Agora está pronta para irmos? — Ele questionou, impaciente, estendendo a mão.

Com um leve sorriso nos lábios, Thalassa ergueu a mão, dando a entender que faria contato com Clark. Só que, em vez disso, surpreendeu ao enfiá-la no bolso interno da jaqueta e sacar uma arma.

O gesto inesperado o petrificou, e seus olhos se arregalaram ao perceber que o alvo era ele.

— Que droga é essa? O que exatamente você está tentando fazer?

O sorriso de Thalassa desapareceu.

— Eu queria ter certeza, por isso deixei que os meus investigadores confirmassem as suspeitas. — Declarou com frieza. — Mas tentar matar a minha melhor amiga? Essa foi a gota d'água.

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