(Mais cedo)
— Luisa, nós já estamos saindo há um tempo e, se ainda não deixei claro o suficiente, quero que saiba que gosto de você, gosto muito mesmo. Não faz tanto tempo que te conheço, mas cada instante ao seu lado se torna a melhor parte do meu dia. Você me fascina de todas as formas: sua beleza, carisma... O que estou tentando te perguntar é...
— Sim.
Alden parou.
— Mas… Eu nem terminei.
— Eu já sei do que se trata... E a resposta é sim. — Disse Luisa.
Um sorriso divertido surgiu nos lábios de Alden.
— Então isso quer dizer que você vai se casar comigo?
Os olhos de Luisa se arregalaram, quase saltando das órbitas.
— Alden... Eu... Você...
— Ah, você devia ver a sua cara agora. — Alden gargalhou. — Eu estava só brincando, linda. Quer dizer, não é como se fosse uma má ideia, mas até eu sei que ainda é cedo demais para você.
Luisa soltou o ar, tentando parecer irritada, porém o sorriso que tentava conter venceu e ela deu um tapa de leve no peito dele.
— Palhaço.
Ele riu baixo ao envolver a cintura dela com o braço, puxando-a para mais perto.
— Então, o que me diz? Quer ser minha namorada?
Diante da pergunta, ela abriu um sorriso radiante.
— Eu adoraria.
Recém-saídos do cinema e cercados por pessoas que passavam, Alden não hesitou em inclinar-se para capturar os lábios dela em um beijo lento e ardente, exigente ao reivindicar a boca dela, enquanto as línguas se encontravam em um enlace repleto de sensualidade.
Quando, por fim, rompeu o beijo, ambos estavam ofegantes, e ele apoiou a testa na dela.
— É melhor eu parar agora, ou não vou conseguir me controlar…
A excitação dele era evidente para Luisa, que a sentiu pela pressão firme contra o próprio ventre, suficiente para lhe roubar ainda mais o fôlego.
Luisa riu assim que ele segurou sua mão e a conduziu até o carro, e o trajeto até a cobertura, embora tivesse durado apenas alguns minutos, pareceu uma eternidade.
Assim que ficaram sozinhos no elevador e escolheram o andar, Alden a prensou contra a parede e os dois voltaram a se devorar. Felizmente, a subida foi sem interrupções.
Quando a porta da cobertura foi destrancada por Alden, sua camisa já estava com os botões abertos, o cinto desatado e o zíper abaixado, enquanto o vestido de Luisa mal se mantinha no corpo.
— Eu te quero. Te quero demais, porra. — Alden sussurrou contra os lábios dela, sem fôlego.
— Eu também te quero. Muito… — Luisa murmurou. — Me leva logo para o seu quarto.
— Vai ser um prazer.
Enquanto subiam degrau após degrau, as mãos dele exploraram todo o corpo dela, e as línguas se entrelaçaram em desejo. “Deus, o gosto dele era viciante, o corpo fascinante e o cheiro, embriagante...” Luisa não conseguia se saciar, por mais que se entregasse.
Empurrando a porta do quarto, Alden a levou para dentro, e ambos permaneceram se beijando… Aé que uma voz feminina ecoou, cortando o momento.
— Amor, você finalmente voltou. Estava te esperando…
O beijo se quebrou de súbito quando Luisa congelou, sentindo o coração despencar ao ver, sobre a cama, uma ruiva inteiramente nua que a fitava com idêntico espanto.

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